quarta-feira, 11 de junho de 2008
Esforço final
Os testes acomulam-se, os trabalhos também, aulas para dar a crianças, aulas para dar a adultos... Não é fácil e o tempo está contra nós.
Restam-nos assim duas grandes certezas e ajudas: A certeza que fazemos este esforço por alguma razão, não só porque sim, mas porque nos é pedido por Cristo; e a certeza que as quatro nos ajudamos (apesar de ser mais dificil com a Diana por não andar na nossa turma, continuamos a tentar).
Agradeço já ás macacas que me têm ajudado ao longo do ano (que ainda não acabou), e de maneira um bocadinho mais especial à Sofia que me tem cedido sempre a casa e horas e mais horas de estudo intensivo.
O ano está no fim, falta o esforço (e que esforço!) final!!
Veni Sancte Spiritus
Veni per Mariam
I hope you dance
Já aqui tinha posto esta musica, mas ultimamenterecomecei a ouvi-la e ponho-a outra vez!
I hope you never lose your sense of wonder
You get your fill to eat but always keep that hunger
May you never take one single breath for granted
God forbid love ever leave you empty-handed
I hope you still feel small when you stand beside the ocean
Whenever one door closes, I hope one more opens
Promise me that you'll give faith a fighting chance
And when you get the choice to sit it out or dance
I hope you dance, I hope you dance
I hope you never fear those mountains in the distance
Never settle for the path of least resistance
Livin' might mean takin' chances, but they're worth takin'
Lovin' might be a mistake, but it's worth makin'
Don't let some hell-bent heart leave you bitter
When you come close to sellin' out, reconsider
Give the heavens above more than just a passing glance
And when you get the choice to sit it out or dance
I hope you dance, I hope you dance
I hope you dance, I hope you dance
(Time is a wheel in constant motion, always rolling us along
Tell me who wants to look back on their years
And wonder, where those years have gone)
I hope you still feel small when you stand beside the ocean
Whenever one door closes I hope one more opens
Promise me that you'll give faith a fighting chance
And when you get the choice to sit it out or dance
Dance, I hope you dance
I hope you dance, I hope you dance
I hope you dance, I hope you dance
(Time is a wheel in constant motion always rolling us along
Tell me who wants to look back on their years
And wonder where those years have gone)
Lee Ann Womack
terça-feira, 10 de junho de 2008
segunda-feira, 9 de junho de 2008
The Fields of Athenry
I heard a young girl calling
Micheal they are taking you away
For you stole Trevelyn's corn
So the young might see the morn.
Now a prison ship lies waiting in the bay.
Low lie the Fields of Athenry
Where once we watched the small free birds fly.
Our love was on the wing we had dreams and songs to sing
It's so lonely 'round the Fields of Athenry.
By a lonely prison wall
I heard a young man calling
Nothing matter Mary when your free,
Against the Famine and the Crown
I rebelled they cut me down
Now you must raise our child with dignity.
Low lie the Fields of Athenry
Where once we watched the small free birds fly.
Our love was on the wing we had dreams and songs to sing
It's so lonely 'round the Fields of Athenry.
By a lonely harbor wall
She watched the last star falling
As that prison ship sailed out against the sky
Sure she'll wait and hope and pray
For her love in Botany Bay
It's so lonely 'round the Fields of Athenry.
Low lie the Fields of Athenry
Where once we watched the small free birds fly.
Our love was on the wing we had dreams and songs to sing
It's so lonely 'round the Fields of Athenry.
Para dedicar à Matilde Soares Mendes
sábado, 31 de maio de 2008
Elefantes
O que uma pessoa descobre quando faz uma pesquisa para um trabalho sério...
Prólogo
O elefante foi ao Jardim da Celeste, Giroflé, Giroflá...
A Celeste está a recuperar no hospital.
Porque é que os elefantes são grandes, cinzentos e enrugados?
Porque se fossem pequenos, brancos e lisos eram aspirinas.
Porque é que os elefantes usam ténis amarelos?
Para não serem vistos quando flutuam de cabeça para baixo numa taça de leite-creme.
Já alguma vez viste um elefante a flutuar de cabeça para baixo numa taça de leite-creme?
Não, claro que não. ¬ ¬
Porque é que os elefantes vivem em manadas?
Porque se vivessem em rebanhos, confundiam os pastores-alemães.
Não, mas a sério, porque é que os elefantes vivem em manadas?
Para terem descontos de grupo nos ténis amarelos.
O que é que o Tarzan diz quando vê uma manada de elefantes à distância?
"Olha, uma manada de elefantes à distância!"
O que é que o Tarzan diz quando vê uma manada de elefantes de óculos escuros?
Nada. Não os reconhece.
Qual é a diferença entre um elefante e uma ameixa?
Os elefantes são cinzentos.
O que é que a Jane diz quando vê uma manada de elefantes à distância?
"Olha uma manada de ameixas à distância!" (a Jane é daltónica)
Quantos elefantes se podem meter num táxi?
Quatro. (Um ao lado do condutor, três atrás)
Quantas girafas se podem meter num táxi?
Nenhuma, está cheio de elefantes.
A que é que os elefantes jogam num táxi?
Squash.
Como é que sabes se um elefante está a visitar a tua casa?
Há um táxi à porta com três elefantes impacientes.
Como é que se põe um elefante no frigorífico?
Abre-se a porta, põe-se o elefante, fecha-se a porta.
Como é que se põe uma girafa no frigorífico?
Abre-se a porta, tira-se o elefante, põe-se a girafa, fecha-se a porta.
Houve uma festa a que todos os animais foram, excepto um. Qual?
A girafa. Está no frigorífico.
Enquanto caminhas para casa para tirar a girafa do frigorífico, deparas com um rio em África. Há uma plaquinha que diz: PERIGO, CROCODILOS. Não há nenhum barco ou ponte. Como é que atravessas?
Vai a nadar. Os crocodilos estão todos na festa.
Como é que se sabe que um elefante esteve no frigorífico?
Pegadas na manteiga.
Como é que se sabe que um elefante está no frigorífico?
Ténis amarelos de fora.
Como é que se sabe que estão dois elefantes no frigorífico?
A porta custa um bocadinho a fechar.
Como é que se sabe que houve quatro elefantes no frigorífico?
Há um táxi à espera lá fora.
Como é que se põem oito elefantes num frigorífico?
Põem-se quatro num táxi, quatro noutro táxi, e os dois táxis no frigorífico. (Se lá cabem dois elefantes, também devem caber dois táxis.)
Porque é que há tantos elefantes à solta na selva?
Os elefantes vivem na savana.
Porque é que há tantos elefantes à solta na savana?
Porque não cabem todos no frigorífico.
Afinal quantos elefantes é que se podem por num frigorífico?
Depende do número de elefantes.
O que é que o quinto elefante no táxi descobriu?
O tejadilho.
Como é que sabes que um elefante esteve num berço?
Pegadas na testa do bebé.
O que é que chamas a um elefante num parque de estacionamento?
Parquiderme.
O que é que chamas a um elefante com abafadores de ouvido cor-de-rosa e um vestidinho?
O que quiseres, ele não te ouve.
Porque é que o elefante se pôs em cima de um marshmallow?
Para não cair dentro da caneca de chocolate.
Porque é que o elefante tirou os ténis amarelos?
Para não sujar o marshmallow.
Porque é que os elefantes pintam as unhas de vermelho?
Para se poderem esconder no meio dos morangueiros.
Porque é que os elefantes se escondem no meio dos morangueiros?
Para poderem saltar para fora e pisar o Tarzan.
Porque é que os elefantes pisam o Tarzan?
Porque gostam do som que faz.
O que se deve fazer a um elefante verde?
Esperar que amadureça.
O que se deve fazer a um elefante vermelho?
Dar-lhe um laxante.
O que se deve fazer a um elefante cor-de-rosa?
Pedir-lhe uma consulta psiquiátrica.
O que se deve fazer a um elefante branco?
Tapar-lhe o nariz até ele ficar azul.
O que se deve fazer a um elefante azul?
Caçá-lo.
Como é que se caça um elefante azul?
Com uma caçadeira de elefantes azuis, claro.
Como é que se caça um elefante amarelo?
Já alguma vez viste elefantes amarelos??
Como é que se caça um elefante vermelho?
Estrangula-se até ficar azul, e depois caça-se com uma caçadeira de elefantes azuis.
Como é que se caça um elefante verde?
Conta-se uma piada porca até ele corar e ficar vermelho, depois estrangula-se até ficar azul, e depois caça-se com uma caçadeira de elefantes azuis.
Como é que se caça um elefante branco?
Vai a um sítio onde haja elefantes brancos. Traz um bolinho (com passas). Trepa a uma árvore. Quando o elefante branco estiver perto, deita o bolinho (com passas) à frente dele. Os elefantes brancos gostam de bolinhos (com passas). Repete este procedimento durante cinco dias. Ao quinto dia, o elefante branco estará habituado ao seu bolinho diário (com passas). No sexto dia que trepares à árvore, leva um bolinho (sem passas). Deita o bolinho (sem passas), como de costume. Quando o elefante branco descobrir que o bolinho (sem passas) não tem passas, ficará vermelho de raiva. Agora basta estrangulá-lo até ficar azul, e depois caça-se com uma caçadeira de elefantes azuis.
quinta-feira, 29 de maio de 2008
sexta-feira, 16 de maio de 2008
sexta-feira, 9 de maio de 2008
terça-feira, 6 de maio de 2008
domingo, 4 de maio de 2008
A nossa Madalena continua no caminho certo
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Creoula
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Teach your children
You who are on the road
Must have a code that you can live by
And so become yourself
Because the past is just a good bye.
Teach your children well,
Their father's hell did slowly go by,
And feed them on your dreams
The one they picks, the one you'll know by.
Don't you ever ask them why, if they told you, you will cry,
So just look at them and sigh and know they love you.
And you, of tender years,
Can't know the fears that your elders grew by,
And so please help them with your youth,
They seek the truth before they can die.
Teach your parents well,
Their children's hell will slowly go by,
And feed them on your dreams
The one they picks, the one you'll know by.
Don't you ever ask them why, if they told you, you will cry,
So just look at them and sigh and know they love you.
segunda-feira, 21 de abril de 2008
mais uma macaca com a carta !
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Rosinha dos Limões
Franzina, cheia de graça
Há sempre um ar de chalaça
No seu olhar feiticeiro.
Lá vai catita
Cada dia mais bonita,
E o seu vestido de chita
Tem sempre um ar domingueiro.
Passa ligeira
Alegre e namoradeira
A sorrir p´ra rua inteira
Vai semeando ilusões.
Quando ela passa
Vai vender limões à praça
E até lhe chamam por graça
A Rosinha dos Limões.
Quando ela passa
Junto da minha janela,
Meus olhos vão atrás dela
Até ver da rua o fim.
Com ar gaiato
Ela caminha apressada,
Rindo por tudo e por nada
E às vezes sorri p´ra mim.
Quando ela passa
Apregoando os limões,
A sós com os meus botões
No vão da minha janela.
Fico pensando
Que qualquer dia por graça,
Vou comprar limões à praça
E Depois caso com ela.
Parabeeeens DJI
terça-feira, 15 de abril de 2008
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Parabeeeens Sofs
sábado, 12 de abril de 2008
terça-feira, 8 de abril de 2008
Cleuza Ramos
Dia 06 de Abril de 2008
Encuentro a Madrid – “A Verdade é o alimento da vida”
Conferência com Cleuza Ramos, responsável pelo movimento sem terra em São Paulo - 10h30
Javier Gavilares:
Cleuza Ramos tem agora 54 anos. Nasceu em Minas Gerais no seio de uma família pobre. E devido a essa pobreza Cleuza viu-se obrigada, muito antes de acabar o liceu, a trabalhar como empregada doméstica.
Lembra-se de que quando não havia nada para comer o seu pai adormecia-a e aos irmãos a contar histórias (iam para a cama sem comer).
Por volta dos 12 anos foram viver para São Paulo em busca de uma vida melhor, porém Cleuza continuou a trabalhar como empregada.
Em 1986 esta mulher iniciou o seu trabalho na organização do movimento dos sem terra urbanos (pessoas da cidade muito pobres que não tem um tecto onde se possam abrigar).
E neste ano entrega todo o seu trabalho ao movimento de comunhão e libertação (CL), porque aqui ela encontrou uma experiência que a correspondia totalmente; na verdade, realidade e beleza da Vida.
Cleuza Ramos:
Não há outra explicação para eu estar aqui que não seja por Cristo.
Sempre estive na igreja, sempre fui católica, católica de ir a missa. Mas não estava contente. Pq quando encontrei o CL a maioria ficava espantada com o modo que eu falava deste movimento, sendo eu católica como aquilo poderia ser algo novo?
Antes de conhecer o movimento, em 2002, fazia tudo por obrigação. Eu nasci pobre, vivi pobre e ainda trabalhava com pobres.. que interesse havia nisso se não uma obrigação? Era o que eu pensava. Não estava contente, estava magoada e triste com a minha vida. Achava que tinha de resolver o problema dos outros pois vinha de uma comunidade tão pobre como a deles.
Casei aos 17 anos com um homem rico. O meu casamento sempre foi um conflito constante pq o meu marido queria que eu fosse dona de casa, mas a minha vontade sempre foi trabalhar naquela miséria.
Rezei muito mas o meu casamento não resistiu quando o meu trabalho começou a ser mais prático e associativo. Quando chegamos ao ponto insuportável o meu marido perguntou-me: “ou o casamento ou o movimento?” E eu respondi “o movimento”.
Neste momento fiquei sozinha. Ninguém próximo parecia compreender o sentimento que eu trazia no meu coração. A partir dai começou a ser mais reivindicativa para com as coisas do movimento mas o meu coração estava vazio e triste, tudo o que eu fazia não me deixava Feliz.
Com o passar dos anos tudo aquilo que tinha imaginado para o movimento, desde livros à média, estava a concretizar-se. Mas eu continuava triste.
Existem 520 favelas em São Paulo, e quando o meu casamento acabou eu fui viver para uma delas. Sai de casa só com a roupa do corpo e mesmo assim não me sentia Feliz vivendo como os pobres viviam.
O Movimento dos sem terra crescia, as pessoas que pertencem a ele tem vindo a melhorar de vida e com isso começaram a construir muros e a esquivar-se uns dos outros. O que contribuiu ainda mais para a sua tristeza. Não sabia o que faltava, sabia que faltava tudo.
Desejava seguir a minha vida “exterior” ao movimento mas a organização do mesmo exigia que Marcos (meu marido) entrasse na politica para poder vincular leis e ajudar a melhorar a vida daquela gente pobre.
Eu opus-me pq não queria que o movimento tivesse uma cara politica. Mesmo assim Marcos foi um dos mais votados para vereador em São Paulo. E apesar de tudo melhorar e das pessoas terem aquilo que desejavam, eu continuava triste.
Em 2002 conheci o médico Dr. Alexandre que é memores e foi para ajudar o movimento. Deste trabalho nasceu e cresceu uma amizade. Dr. Alexandre estava sempre a dizer que eu devia conhecer os seus amigos. Só os vim a conhecer 2 anos depois, quando fui jantar em casa deles, nessa noite para além de conhecer os seus amigos conheci também o movimento. Nesse mesmo jantar convidaram me para o encontro do CDO no Rio de Janeiro. Quando lá cheguei fiquei tal modo espantada que desejava saber tudo! Parecia uma Louca! Queria saber tudo! E foi este encontro que mudou toda a história da associação e da sua própria vida.
No Brasil é muito difícil aceder ao ensino público universitário. E os jovens da sua associação ainda tinham mais dificuldades dado que o ensino público brasileiro não é bom. Neste contexto para a maior parte dos estudantes não havia futuro universitário. E ver que os jovens não tinham futuro desperta-me.
Quando voltei para São Paulo desejava abrir uma universidade mas no Brasil a política e a burocracia não facilitavam nesse sentido. Então descobri que as universidades privadas tinham muitos lugares vagos e nós tínhamos a gente para preenche-los. Então dentro da comunidade juntamos dinheiro e fizemos acordos com as universidades para mensalidades mais baixas. O primeiro grupo já vivia nas casas construídas pela associação mas logo a noticia se espalhou e todos os amigos e conhecidos queriam a mesma oportunidade.
Hoje estudam cerca de 40000 jovens e adultos nas universidades.
A história que Vitadini contou sobre o Batom [basicamente um grupo de jovens juntou $ para ajudar uma família em Itália e a mãe pegou o pouco que tinha e gastou o num batom, os jovens escandalizados foram se queixar ao seu responsável dizendo que ela devia ter comprado comido ou outra coisa mais importante, e recebem a resposta adequada: quem são vocês para dizer a uma mãe o que é mais importante comprar?...] também me impressionou. Então apercebi-me que as mulheres do movimento também sentiam o mesmo. Neste contexto procurei algo bonito para elas, conseguir trazer pessoal que ensinasse as mulheres a porem-se bonitas.
Apesar de parecer tudo bem, para mim, era evidente que faltava algo.
Queria que tudo aquilo que eu encontrei fosse realidade para todos. Então numa assembleia perguntei ao Cezana como podia fazer EC com 5000 pessoas, e ele respondeu-me “vais encontrar a resposta”, claro que não me ajudou de muito mas alguma coisa havia de fazer.
Em 2005 começamos a fazer EC com 500/600 pessoas. Marcos ou Alexandre introduziam o texto depois as pessoas juntavam-se e por fim alguns falavam ao microfone aquilo que tinham entendido. Hoje cada EC tem 2000 pessoas. O formato da EC é o mesmo escolhemos um fim-de-semana e fazemos EC das 7h as 22h, de 3h em 3h começa uma, isso pq é necessário 30min para a entrada e saída das pessoas no auditório. A dificuldade maior é na troca dos grupos quando as pessoas fazem uma fila gigante para falar connosco e fazer perguntas. Por vezes perguntam-me “Quem é Cristo?” e eu respondo “hás-de o descobrir” pq não tenho tempo para mais.
Em 2007 ouvi Carron falar dum amor infinito. Que Deus nos amava antes de nascermos, que todos os fios dos nossos cabelos estão “inumerados”. Neste momento entendi tudo, desde os meus 12 anos; “Tudo o que passei eram os fios dos meus cabelos”.
O meu trabalho é uma missão, Cristo é quem pede.
Reconheci que a maior prenda que recebi foi o encontro com o CL.
Quando voltei deste encontro fui directa a direcção e disse: “Encontrei o que procurava!”
Fui ter com os jovens e também contei o que se passava. Que a associação era a mesma mas que tinham um caminho, Seguir Carron. Pq desejava que todos sejam Felizes como eu, desejava que fizessem o mesmo encontro.
Assim decidiu-se a entrega da Associação dos sem terra urbanos para o movimento Comunhão e Libertação. A entrega ficou marcada para Fevereiro em São Paulo.
Mas em Dezembro as universidades começaram a cobrar mais caro e cerca de 20000 alunos pagaram o aumento sem consultar a associação. Visto que estes jovens não tinham percebido nada daquilo que lhes tinha contado proibi esses a irem ao encontro com Carron.
No dia da entrega chovia muito. Por isso pensei que só viriam 500 pessoas e que se ficasse bom tempo viriam 20000. As 13h estava eu a chegar ao local e algumas pessoas também começavam a chegar. Com o passar das horas fomos verificando que era complicado fazer o encontro a céu aberto.
Por volta das 4h decidiu-se que só ficariam 8000 pessoas pq eram aquelas que cabiam na igreja mais próxima. Mas todos começaram a gritar que pertenciam ao movimento, por isso deviam entrar.
Fui a ultima a entrar pq tive de acalmar a multidão. E precisava entrar pq eu fiz o gesto da entrega.
O mais importante de tudo é que estas pessoas percebam quem é Cristo, e para isso precisam saber quem sou eu, quem eu sigo e o que ouço.
Mesmo sendo católica houve coisas que só vi e ouvi neste movimento. Cada amigo é Cristo, é real.
Todos nós somos ligados por um só corpo.
Preciso agradecer a cada um que me ajudou a entender quem ele é. Cada um faz-me entender que tenho mesmo os cabelos contados.
E podem ter a certeza de que quando voltar para São Paulo vou mostrar a riqueza deste encontro, vou testemunhar Cristo na minha vida pela experiência com o CL.
segunda-feira, 7 de abril de 2008
domingo, 6 de abril de 2008
sábado, 5 de abril de 2008
segunda-feira, 31 de março de 2008
sábado, 29 de março de 2008
quinta-feira, 27 de março de 2008
domingo, 23 de março de 2008
F.R.I.E.N.D.S.
sexta-feira, 21 de março de 2008
segunda-feira, 17 de março de 2008
De onde é que conheço isto?
Ouvi esta música hoje e consegui cantar grande parte dela... pergunta... alguém sabe de que desenhos animados era ou telenovela, série? sei lá? Nunca vi o videoclip, só mesmo a música... enfim lol
domingo, 9 de março de 2008
sábado, 8 de março de 2008
Katia Guerreiro
Aqui ficam três videos.
O Primeiro não tem um grande som... chama-se meu amor é marinheiro.
O segundo tem coro e orquestra que não gosto mas ela está á altura como sempre! Chama-se ronda dos 4 caminhos.
No último um video de um telemovel acho eu, a imagem não é grande coisa mas de qualquer maneira a voz está lá! Chama-se gaivota.
segunda-feira, 3 de março de 2008
Personalità
Di dirti ciò che sento in cuor
Ma indifferente
Non m'ascoltavi tu
Oh quante volte
Gli amici han detto a me
Che sono pazza, pazza son di te
Il fatto è che tu
Possiedi
Personalità
Una Personalità
dolce Personalità
Ridi Personalità
Guardi Personalità
Baci Personalità
Per questo mi hai rubato il cuore
E' vero, è vero
Son pazza d'amor per te
Mi piaci, lo dico ancor
Pazza io son di te.
Possiedi
Personalità
Una Personalità
dolce Personalità
Ridi Personalità
Guardi Personalità
Baci Personalità
Per questo mi hai rubato il cuore
E' vero, è vero
Son pazza d'amor per te
Mi piaci, lo dico ancor
Pazza io sono di te.
Ho cercato invano, tu lo sai
Di dirti ciò che sento in cuor
Ma indifferente
Non m'ascoltavi tu
Oh quante volte
Gli amici han detto a me
Che pazza, pazza, pazza son di te
Il fatto è che tu
Possiedi
Personalità
Una Personalità
dolce Personalità
Ridi Personalità
Guardi Personalità
Baci Personalità
Per questo mi hai rubato il cuore
E' vero, è vero
Son pazza d'amor per te
Mi piaci, lo dico ancor
Pazza io son di te
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Pedimos ao Senhor que o acolha no Céu e que reconforte a sua família.
Um grande beijinho á Madalena, Tia Luisa, Joana e Macanica
Veni per Mariam
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Adiferença entre um direito e um bebe
Após apenas 12 meses as organizações pelo "sim" desapareceram quase por completo. Aliás nunca foram muitas, pois o campo era liderados por partidos. Essa ausência parece natural. Ganharam, mudaram a lei, descansam.
E não estão ociosas. Vamos vê-las em futuras lutas, da eutanásia e procriação assistida ao casamento de homossexuais. Mas aborto é tema passado.
Isto não é um insulto ao lado do "sim", mas constatação factual. Esses movimentos limitam--se a seguir a orientação tradicional da sua linha ideológica, com antiga e elaborada justificação teórica.
As versões mais extremas e ingénuas da escola de Marx estão abandonadas.
No original bastava o proletariado tomar o poder nas instituições sem classes da sociedade socialista para vir o paraíso terreal. Hoje esse sonho está esquecido no limbo dos mitos românticos da História.
Mas a lógica básica do raciocínio mantém-se viva nas novas encarnações da ideologia. Os movimentos do aborto, como os ecologistas, sindicatos e partidos, têm a sua fé posta em leis, contratos, regras e regulamentos. Sempre nos mecanismos, nunca nas pessoas.
As forças de esquerda sempre acharam que não se deve dar esmola porque isso só atrasa a revolução. Esta é a diferença entre a preocupação marxista com os proletários e a caridade cristã com os pobres.
O instrumento progressista sempre foi organizativo, não pessoal. Confia-se em leis e mecanismos sociais, não em amor, honra, heroísmo, génio. As pessoas são meras peças no grande maquinismo comunitário.
O comunista ama a humanidade, o cristão ama o próximo.
Para as forças do "sim" o sofrimento das mulheres era argumento para mudar a lei, o que eliminaria o dito sofrimento. Para as forças do "não" é algo que tem nome, morada e pede ajuda.
Aliás, a diferença na formulação corrente dos propósitos indica isso mesmo. O "sim" é a favor da escolha, um conceito moral, filosófico, enquanto o "não" é pela vida, um assunto biológico, animal. É a mesma diferença que existe entre um direito e um bebé.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
ring of fire
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Problema resolvido diziam eles...
A rapariga, de 19 anos, está deitada numa cama do Hospital de São Teotónio. A mãe dela está deitada numa cama de um outro hospital, em Cabo Verde. A mãe caiu de cama ao receber a notícia pela boca de um primo que estuda na mesma escola em que a filha cursa contabilidade. Não havia maneira de lhe esconder aquilo, o director do estabelecimento de ensino até convocou uma conferência de imprensa.
"Ele nunca quis a criança." Não era só ele. A mãe também reprovava a gravidez. E "o desespero falou mais alto" dentro dela. "Eu queria ter o bebé e só fiz isto porque não tinha apoio de ninguém", tenta dizer ao mundo que já a julga e ainda não a ouviu. Agora, arrisca até três anos de prisão.
Noticia do público
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Um ano depois, a mesma esperança
A dedicação gratuita de cada vez mais pessoas no apoio a mulheres em dificuldades garante que a liberalização do aborto não é o fim da história. Activistas da plataforma ‘Não Obrigada’ consideram trágico o balanço da aplicação da lei mais liberal da Europa em matéria de interrupção voluntária da gravidez.
Recordemos a impressionante resposta da campanha do ‘Não’. Sem o apoio de partidos, apenas com os meios que os cidadãos quiseram dar, numa mobilização da sociedade civil inédita no Portugal contemporâneo, plena de intensidade, compromisso, envolvimento e comoção - porque “já bate um coração”. Um rasgo de vida numa sociedade que parece adormecida, um exemplo para outros domínios, um sinal de esperança.
Esta resposta não deveria ser subestimada. Nos últimos anos, as modernas ideologias laicas, apoiadas nos «opinion makers» e nos arautos do politicamente correcto, têm-se multiplicado em acções de sentido contrário. Subjugada face à ascendência do pensamento único, seria de esperar uma sociedade vencida e indiferente. Mas a experiência elementar de comoção pela vida humana, a experiência de um bem, revelou-se mais forte do que muitos imaginavam.
O balanço da aplicação da lei mais liberal da Europa é trágico: mais de doze mil vidas humanas sacrificadas, com a conivência e o dinheiro do Estado, sem contar com os abortos ilegais de que não há evidência de redução. Este drama, silencioso e oculto, ceifa vidas, destrói famílias, corrói a sociedade e ataca os alicerces da paz entre os homens. Quanto tempo, quantas gerações, teremos nós ainda de esperar para que na Europa, berço da liberdade e da defesa dos direitos do homem, se comemore o Dia Europeu da Abolição do Aborto?
E, contudo, um ano depois o tempo é de esperança. A dedicação gratuita de cada vez mais pessoas no apoio quotidiano a mulheres em dificuldade é hoje uma garantia de que a liberalização do aborto não é o fim da história.
Na onda do individualismo egoísta que inunda as sociedades modernas, dar a vida por um pai, por uma mãe, por um amigo, ou até mesmo por um filho, é considerado uma excentricidade ou, quando muito, um heroísmo arcaico e anacrónico. No seu gesto, com a simplicidade e doçura que brotam de uma maternidade plena, Lorraine mostrou-nos o caminho: a vida existe para ser dada, não para ser tirada.
Um ano de aborto livre
Faz agora um ano que, com a vitória do "sim" no referendo, se liberalizou o aborto em Portugal. Os defensores do aborto - agora penso que já assumem que o são - tiveram, finalmente, o que tanto desejavam. Julgo que esta data devia impor-nos a todos uma reflexão serena.
domingo, 10 de fevereiro de 2008
Luto

sábado, 9 de fevereiro de 2008
De há um ano para cá...
É com tristeza que sabemos que o número de abortos feitos legalmente em Portugal desde Julho de 2007 é de 6000...
Juntamo-nos neste dia para nos lembrarmos (sempre) que esta lei nºao é a última palavra sobre a vida.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
PARABENS !
sábado, 2 de fevereiro de 2008
INEM - Ricardo Araujo Pereira
É o que dá andar a fechar as urgências... e os bombeiros terem gente mais que suficiente para atender pessoas como diz o governo.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
bad day(s)
****
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Pobrezinho

Mais, e importante!
Aqui podem encontrar o discurso do Papa, embora não traduzido, mas não encontrei de outra maneira.
Neste outro site está o juizo dos universitários do movimentos Comunhão e Libertação sobre o assunto.
Matemático judeu: Ratzinger defendeu Galileu na Universidade «La Sapienza»
Notícia retirada do site Zenit
A intervenção de apoio ao Papa de Giorgio Israel, professor de Matemática nessa universidade romana, aparece em um artigo na primeira página de «L’Osservatore Romano».
O texto foi escrito antes que a Santa Sé anunciasse, após os protestos – inclusive a ocupação da reitoria –, que se decidiu adiar a visita papal, prevista para a quinta-feira, ainda que enviará o discurso que o pontífice havia preparado.
O matemático recorda um discurso pronunciado pelo cardeal Ratzinger, então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, em 15 de fevereiro de 1990, no qual explicou como mudou a atitude da Igreja em sua relação com a ciência, e em particular em relação ao caso Galileu.
«A fé não cresce a partir do ressentimento e da rejeição da racionalidade», dizia o cardeal.
Israel denuncia a contradição de quem se opôs à visita do Papa, teoricamente em defesa do valor da suposta laicidade da ciência, negando, contudo, o direito à palavra.
«É surpreendente que quem escolheu como lema a célebre frase atribuída a Voltaire – ‘lutarei até a morte para que tu possas dizer o contrário do que penso’ –, oponha-se a que o Papa pronuncie um discurso na universidade de Roma ‘La Sapienza’», constata o matemático.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Apoio ao Papa

A Igreja Católica na Itália está a mobilizar-se para fazer do Angelus deste Domingo, na Praça de São Pedro, uma grande manifestação de apoio ao Papa depois dos acontecimentos que levaram ao cancelamento da sua visita à Universidade romana La Sapienza.
O apelo lançado pelo Cardeal Camillo Ruini, vigário papal para Roma, ganhou repercussões em várias Dioceses e movimentos eclesiais, em especial junto dos mais jovens.
Em declarações ao jornal do Vaticano, L’Osservatore Romano, este responsável fez questão de sublinha que “o Angelus não será um comício".
“Vai ser o que é, ou seja, uma oração. Quem o interpretar de outro modo, engana-se", alerta.
Para o Cardeal Ruini, estamos na presença de “um acto de afecto e de serenidade", acrescentando que o seu convite "não se dirige a ninguém em particular e não é um protesto pelo cancelamento da visita do Papa".
Já esta manhã, na visita dos alunos do Colégio Capranica de Roma, o Cardeal Camillo Ruini manifestou a “filial e total solidariedade” da Igreja e do povo romano, bem como de “toda a Itália”.
Em Milão serão montados ecrãs gigantes para acompanhar a recitação do Angelus, em sinal de solidariedade para com o Papa.
Na passada Quarta-feira, cinco mil peregrinos fizeram questão de manifestar o seu apoio ao Papa com aplausos e palavras de incentivo, incluindo o grito “liberdade, liberdade, liberdade”.
O discurso que Bento XVI tinha preparado para a visita à Universidade La Sapienza manifestava a intenção do Papa em apresentar-se neste espaço como “uma voz da razão ética da humanidade”.
“Não venho impor a fé, mas pedir a coragem para a verdade”, refere o texto que Bento XVI tinha preparado para a visita de 17 de Janeiro, que acabou por ser adiada devido a protestos de membros da comunidade académica desta instituição, que foi criada por um Papa no século XIV.
A intervenção papal faz questão de sublinha que a Sapienza é “hoje em dia uma universidade laica”, independente das autoridades políticas e eclesiásticas. Isso não invalida, escreve Bento XVI que ali não seja escutada “a sabedoria das grandes tradições religiosas”.
O Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone, explicou que a visita do Papa à Universidade romana de “La Sapienza” foi adiada por não estarem garantidas as condições para um “acolhimento digno e tranquilo” a Bento XVI.
Numa carta enviada ao Reitor da Instituição, Renato Guarini, o Cardeal Bertone lembra que o convite dirigido ao Papa tinha sido aceite para “dar um sinal de afecto e consideração” por uma Universidade criada por iniciativa do Papa Bonifácio VIII, em 1303.
A mensagem do Secretário de Estado do Vaticano fala de iniciativas de um grupo “claramente minoritário de professores e alunos” que impediram a visita agendada para Quinta-feira passada.
A decisão de adiar a visita visou, segundo o Cardeal Bertone, “remover qualquer pretexto para manifestações que se teriam revelado desagradáveis para todos”.
sábado, 19 de janeiro de 2008
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Entrevista a Giorgio Israel,
É uma espécie de sindrome Wikipedia isto que está a provocar tanto desconcerto nos físicos da Spienza que se opõem à intervenção do Papa na inauguração do ano académico. Com uma ponta de ironia, Giorgio Israel, docente de história da matemática, explica porque é decididamente contrário ao apelo dos seus colegas da faculdade de Ciências contra Ratzinger: “é melhor uma pessoa documentar-se e raciocinar em vez de, com tanta frequência retirar trechos do contexto, o que facilmente conduz a equívocos”. Quem escreveu o apelo conta o Papa, fundam-no numa citação de uma frase de Feyerabend, e teriam feito melhor se tivessem lido todo o discurso do então cardeal Ratzinger, porque assim teriam compreendido que este Papa, de facto, não atacava nem a ciência, nem a razão”.
Israel não disse mais, mas a suspeita de um documento nascido de uma leitura expedita de documentos decarregados da internet, ficou no ar.
E os seus colegas, indignam-se, sobressaltam-se, ofendem-se e o senhor sorri?
Digamos que cruzo os braços e espero que os protestos se eclipsem rapidamente por decência.
Deverão, contudo, dar-se conta de ter escrito uma carta absurda, citando um discurso do Papa que mostra exactamente o contrário do que eles sustentam.
Seja mais preciso.
Os subscritores do apelo ao reitor acusam o Papa citando uma sua citação e precisamente a frase de um filósofo da ciência em que se diz que na época de Galileu a Igreja foi mais fiel à ciência que o próprio Galileu e que, por isso, o processo àquele cientista foi razoável e justo. Se, em vez de nos indignarmos por uma presumível afronta o método racional, lêssemos o discurso integral do então cardeal Ratzinger em que aparece esta citação, poderíamos perceber como no seu discurso esta vem interpretada no sentido exactamente oposto ao que sustentam os contestadores.
O cardeal, hoje Papa Bento XVI, falava da crise de confiança da ciência em si própria e demonstrava que, enquanto durante séculos se acreditou que o processo a Galileu era a prova do carácter obscurantista da Igreja, de facto, no âmbito da cultura científica tinham emergido posições diversas, as quais sustentavam que Galileu não tinha fornecido provas demonstrativas do heliocentrismo e que Feyerabend tinha chegado ao ponto de sustentar que o ponto de vista da Igreja era mais racional.
Ratzinger quis mostrar com esse discurso que a ciência estava a perder a confiança em si própria e, e facto, defendia o ponto de vista de Galileu. Outros que ataquem a ciência...
Como é possível que no mundo científico ninguém tenha retirado este significado?
Digamos que não o apanharam os signatários da carta. Como também não apanharam o sentido das palavras de Ratzinger, que, no discurso de Parma disse explicitamente que a sua intenção não era a de expôr reivindicações e sublinhou que a fé não cresce a partir do ressentimento e da recusa da modernidade.
Pode-se dizer o mesmo do mundo científico italiano?
Não creio. Estou convencido que esta é uma minoria, ainda que nela se encontre o presidente da CNR. O peso específico das assinaturas não é menospreável, mas os números da contestação são modestos. Trata-se de seis dezenas de pessoas numa faculdade de seiscentos docentes e num ateneu que conta com milhares de professores. Dito isto, sim, isto resulta de atitudes hostis. É, por exemplo, o fastídio de alguns ambientes que não suportam que o Papa fale de ciência. De resto, num país onde Oddifreddi (um matemático italiano ateu e anti-católico) vende 200000 cópias de um livro contra a religião, (...) porque espantar-se?
Estes fenómenos reflectem o facto de que uma parte do mundo científico namora este laicismo ateu e que à esquerda, poucos se sentem no dever de se opôr a estes excessos.
“É uma minoria no mundo académico, pese embora que entre eles apareça o presidente da Comissão Nacional de Investigação. É ressentimento: não suportam que o Papa fale de ciência”.
Porque não vai o Papa a La Sapienza?
Explicação de Pedro Aguiar Pinto
Queridos amigos:
Os recentes acontecimentos em Roma, onde o Papa tinha sido convidado para a abertura do ano académico na Universidade “La Spienza”, no próximo dia 17, estiveram na origem do cancelamento desta visita. O papa enviará o discurso que tinha preparado para a ocasião, mas não estará presente.
O que é que, então aconteceu?
67 professores subscreveram uma carta ao reitor, Fabricio Guarini pedindo-lhe que cancele o convite que havia endereçado, já que consideram a presença do papa “incongruente” com a laicidade da Universidade. Entre eles figuram Andrea Frova, autor de um livro acerca de Galileu e a Igreja; Luciano Maiani, presidente do Comité Nacional de Investigação (CNR); Carlo Bernardini, Giorgio Parisi y Carlo Cosmelli.
No texto da carta, os profesores referem-se a um facto ocorrido há 18 anos: " No dia 15 de Março de 1990, o então cardeal joseph Ratzinger, num discurso na cidade de de Parma, citou Feyerabend e disse: 'Na época de Galileu, a Igreja permaneceu muito mais fiel à razão que o próprio Galileu. O juízo contra Galileu foi razoável e justo'. São palavras que, enquanto cientistas fiéis à razão (...), nos ofendem e humilham".
Esta carta encontrou eco entre os estudantes da Universidade que ameaçaram manifestar-se no dia da abertura do ano académico e da visita do Papa, tendo entrementes invadido as instalações da Reitoria. Os estudantes de física anunciaram para os próximos idas uma “semana anticlerical”.
O Vaticano, tendo em vista, este cenário, cancelou a visita papal.
Para que possamos julgar com a razão, a mesma que os 67 cientistas dizem ter sido ofendida e humilhada, convido-vos a ler esta entrevista a Giorgio Israel, professor catedrático de Matemática na Universidade de Roma “La Sapienza”.
Aprendamos todos com isto!
Um abraço amigo
Pedro Aguiar Pinto
(entrevista no próximo post)
Protestos levam Papa a cancelar visita a Universidade
Quanto aos argumentos que utilizam para chamar o Papa de reaccionário e obscurantista, por dizer que a condenação de Galileu foi racional e justa, deixo a sugestão de que se leia o discurso do Papa na integra para o perceber.
Esta é a primeira vez que o Papa cancela uma visita devido a protestos, desde que iniciou o seu mandato em 2005. A agitação começou quando sessenta e sete mestres da Universidade La Sapienza argumentaram, em texto divulgado, que o Pontífice é "reacionário" e "obscurantista" em assuntos científicos, referindo-se a um discurso de 1990 no qual o então cardeal Joseph Ratzinger citou o filósofo Feyerabend para dizer que "o veredicto contra Galileu foi racional e justo".Os estudantes também se associaram ao protesto, reclamando a laicidade da ciência, recusando preconceitos como a homofobia e acusando o vaticano de "querer invadir todo o espaço político e social". Para amanhã, estava preparada uma manifestação sonora, com música electrónica. Como a a Universidade não garantiu autorização para a manifestação, os estudantes ocuparam a Reitoria, levando o Vaticano a cancelar a visita do Papa."
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
erro fatal
domingo, 13 de janeiro de 2008
sábado, 12 de janeiro de 2008
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Sentença
Sentença
Flori a lapela
Com a Estrela do Norte:
Indo comigo e com ela,
Quem sabia a minha sorte?
Julgaram-me por roubar
Uma luz de toda a gente:
É permitido ser vulgar
Mas não diferente,
«Tu és d'hoje e és d'aqui!»
- Foi sentença dada.
Só então reconheci
Não ser d'hoje nem d'aqui,
Esta sede insaciada.
António Manuel Couto Viana





















