domingo, 12 de abril de 2009
O que é a ressurreição?
Amados irmãos e irmãs!
Narra São Marcos no seu Evangelho que os discípulos, ao descer do monte da Transfiguração, discutiam entre si o que queria dizer «ressuscitar dos mortos» (cf. Mc 9, 10). Antes, o Senhor tinha-lhes anunciado a sua paixão e a ressurreição três dias depois. Pedro tinha protestado contra o anúncio da morte. Mas agora interrogavam-se acerca do que se poderia entender pelo termo «ressurreição». Porventura não acontece o mesmo também a nós? O Natal, o nascimento do Deus Menino de certo modo é-nos imediatamente compreensível. Podemos amar o Menino, podemos imaginar a noite de Belém, a alegria de Maria, a alegria de São José e dos pastores e o júbilo dos Anjos. Mas, a ressurreição: o que é? Não entra no âmbito das nossas experiências, e assim a mensagem frequentemente acaba, em qualquer medida, incompreendida, algo do passado. A Igreja procura levar-nos à sua compreensão, traduzindo este acontecimento misterioso na linguagem dos símbolos pelos quais nos seja possível de algum modo contemplar este facto impressionante. Na Vigília Pascal, indica-nos o significado deste dia sobretudo através de três símbolos: a luz, a água e o cântico novo do aleluia.
Temos, em primeiro lugar, a luz. A criação por obra de Deus – acabámos de ouvir a sua narração bíblica – começa com as palavras: «Haja luz!» (Gen 1, 3). Onde há luz, nasce a vida, o caos pode transformar-se em cosmos. Na mensagem bíblica, a luz é a imagem mais imediata de Deus: Ele é todo Resplendor, Vida, Verdade, Luz. Na Vigília Pascal, a Igreja lê a narração da criação como profecia. Na ressurreição, verifica-se de modo mais sublime aquilo que este texto descreve como o início de todas as coisas. Deus diz de novo: «Haja luz». A ressurreição de Jesus é uma irrupção de luz. A morte fica superada, o sepulcro escancarado. O próprio Ressuscitado é Luz, a Luz do mundo. Com a ressurreição, o dia de Deus entra nas noites da história. A partir da ressurreição, a luz de Deus difunde-se pelo mundo e pela história. Faz-se dia. Somente esta Luz – Jesus Cristo – é a luz verdadeira, mais verdadeira que o fenómeno físico da luz. Ele é a Luz pura: é o próprio Deus, que faz nascer uma nova criação no meio da antiga, transforma o caos em cosmos.
Procuremos compreender isto um pouco melhor ainda. Porque é que Cristo é Luz? No Antigo Testamento, a Torah era considerada como a luz vinda de Deus para o mundo e para os homens. Aquela separa, na criação, a luz das trevas, isto é, o bem do mal. Aponta ao homem o caminho justo para viver de modo autêntico. Indica-lhe o bem, mostra-lhe a verdade e conduz-lo para o amor, que é o seu conteúdo mais profundo. Aquela é «lâmpada» para os passos, e «luz» no caminho (cf. Sal 119/118, 105). Ora, os cristãos sabiam que, em Cristo está presente a Torah: a Palavra de Deus está presente n’Ele como Pessoa. A Palavra de Deus é a verdadeira Luz de que o homem necessita. Esta Palavra está presente n’Ele, no Filho. O Salmo 19 comparara a Torah ao sol, que, nascendo, manifesta a glória de Deus visivelmente em todo o mundo. Os cristãos compreendem: sim, na ressurreição, o Filho de Deus surgiu como Luz sobre o mundo. Cristo é a grande Luz, da qual provém toda a vida. Ele faz-nos reconhecer a glória de Deus de um extremo ao outro da terra. Indica-nos a estrada. Ele é o dia de Deus que agora, crescendo, se difunde por toda a terra. Agora, vivendo com Ele e por Ele, podemos viver na luz.
Na Vigília Pascal, a Igreja representa o mistério da luz de Cristo no sinal do círio pascal, cuja chama é simultaneamente luz e calor. O simbolismo da luz está ligado com o do fogo: resplendor e calor, resplendor e energia de transformação contida no fogo. Verdade e amor andam juntos. O círio pascal arde e deste modo se consuma: cruz e ressurreição são inseparáveis. Da cruz, da autodoacção do Filho nasce a luz, provém o verdadeiro resplendor sobre o mundo. No círio pascal, todos acendemos as nossas velas, sobretudo as dos neo-baptizados, aos quais, neste sacramento, a luz de Cristo é colocada no fundo do coração. A Igreja Antiga designou o Baptismo como fotismos, como sacramento da iluminação, como uma comunicação de luz e ligou-o inseparavelmente com a ressurreição de Cristo. No Baptismo, Deus diz ao baptizando: «Haja luz». O baptizando é introduzido dentro da luz de Cristo. Cristo divide agora a luz das trevas. N’Ele reconhecemos o que é verdadeiro e o que é falso, o que é o resplendor e o que é a escuridão. Com Ele, surge em nós a luz da verdade e começamos a compreender. Uma vez quando Cristo viu a gente que se congregara para O escutar e esperava d’Ele uma orientação, sentiu compaixão por ela, porque eram como ovelhas sem pastor (cf. Mc 6, 34). No meio das correntes contrastantes do seu tempo, não sabiam a quem dirigir-se. Quanta compaixão deve Ele sentir também do nosso tempo, por causa de todos os grandes discursos por trás dos quais, na realidade, se esconde uma grande desorientação! Para onde devemos ir? Quais são os valores, segundo os quais podemos regular-nos? Os valores segundo os quais podemos educar os jovens, sem lhes dar normas que talvez não subsistam nem exigir coisas que talvez não lhes devam ser impostas? Ele é a Luz. A vela baptismal é o símbolo da iluminação que nos é concedida no Baptismo. Assim, nesta hora, também São Paulo nos fala de modo muito imediato. Na Carta aos Filipenses, diz que, no meio de uma geração má e perversa, os cristãos deveriam brilhar como astros no mundo (cf. Fil 2, 15). Peçamos ao Senhor que a pequena chama da vela, que Ele acendeu em nós, a luz delicada da sua palavra e do seu amor no meio das confusões deste tempo não se apague em nós, mas torne-se cada vez mais forte e mais resplendorosa. Para que sejamos com Ele pessoas do dia, astros para o nosso tempo.
O segundo símbolo da Vigília Pascal – a noite do Baptismo – é a água. Esta aparece, na Sagrada Escritura e consequentemente também na estrutura íntima do sacramento do Baptismo, com dois significados opostos. De um lado, temos o mar que se apresenta como o poder antagonista da vida sobre a terra, como a sua contínua ameaça, à qual, porém, Deus colocou um limite. Por isso o Apocalipse, ao falar do mundo novo de Deus, diz que lá o mar já não existirá (cf. 21, 1). É o elemento da morte. E assim torna-se a representação simbólica da morte de Jesus na cruz: Cristo desceu aos abismos do mar, às águas da morte, como Israel penetrou no Mar Vermelho. Ressuscitado da morte, Ele dá-nos a vida. Isto significa que o Baptismo não é apenas um banho, mas um novo nascimento: com Cristo, como que descemos ao mar da morte para dele subirmos como criaturas novas.
O outro significado com que encontramos a água é como nascente fresca, que dá a vida, ou também como o grande rio donde provém a vida. Segundo o ordenamento primitivo da Igreja, o Baptismo devia ser administrado com água fresca de nascente. Sem água, não há vida. Impressiona a grande importância que têm na Sagrada Escritura os poços. São lugares donde brota a vida. Junto do poço de Jacob, Cristo anuncia à Samaritana o poço novo, a água da vida verdadeira. Manifesta-Se a ela como o novo e definitivo Jacob, que abre à humanidade o poço que esta aguarda: aquela água que dá a vida que jamais se esgota (cf. Jo 4, 5-15). São João narra-nos que um soldado feriu com uma lança o lado de Jesus e que, do lado aberto – do seu coração trespassado –, saiu sangue e água (cf. Jo 19, 34). Nisto, a Igreja Antiga viu um símbolo do Baptismo e da Eucaristia, que brotam do coração trespassado de Jesus. Na morte, Jesus mesmo Se tornou a nascente. Numa visão, o profeta Ezequiel tinha visto o Templo novo, do qual jorra uma nascente que se torna um grande rio que dá a vida (cf. Ez 47, 1-12); para uma Terra que sempre sofria com a seca e a falta de água, esta era uma grande visão de esperança. A cristandade dos primórdios compreendeu: em Cristo, realizou-se esta visão. Ele é o Templo verdadeiro, o Templo vivo de Deus. E é também a nascente de água viva. D’Ele brota o grande rio que, no Baptismo, faz frutificar e renova o mundo; o grande rio de água viva é o seu Evangelho que torna fecunda a terra. Mas, num discurso durante a Festa das Tendas, Jesus profetizou uma coisa ainda maior: «Do seio daquele que acreditar em Mim, correrão rios de água viva» (Jo 7, 38). No Baptismo, o Senhor faz de nós não só pessoas de luz, mas também nascentes das quais brota água viva. Todos nós conhecemos tais pessoas que nos deixam de algum modo restaurados e renovados; pessoas que são como que uma fonte de água fresca borbotante. Não devemos necessariamente pensar a pessoas grandes como Agostinho, Francisco de Assis, Teresa de Ávila, Madre Teresa de Calcutá e assim por diante, pessoas através das quais verdadeiramente rios de água viva penetraram na história. Graças a Deus, encontramo-las continuamente mesmo no nosso dia a dia: pessoas que são uma nascente. Com certeza, conhecemos também o contrário: pessoas das quais emana um odor parecido com o dum charco com água estagnada ou mesmo envenenada. Peçamos ao Senhor, que nos concedeu a graça do Baptismo, para podermos ser sempre nascentes de água pura, fresca, saltitante da fonte da sua verdade e do seu amor.
O terceiro grande símbolo da Vigília Pascal é de natureza muito particular; envolve o próprio homem. É a entoação do cântico novo: o aleluia. Quando uma pessoa experimenta uma grande alegria, não pode guardá-la para si. Deve manifestá-la, transmiti-la. Mas que sucede quando a pessoa é tocada pela luz da ressurreição, entrando assim em contacto com a própria Vida, com a Verdade e com o Amor? Disto, não pode limitar-se simplesmente a falar; o falar já não basta. Ela tem de cantar. Na Bíblia, a primeira menção do acto de cantar encontra-se depois da travessia do Mar Vermelho. Israel libertou-se da escravidão. Subiu das profundezas ameaçadoras do mar. É como se tivesse renascido. Vive e é livre. A Bíblia descreve a reacção do povo a este grande acontecimento da salvação com a frase: «O povo acreditou no Senhor e em Moisés, seu servo» (Ex 14, 31). Segue-se depois a segunda reacção que nasce, por uma espécie de necessidade interior, da primeira: «Então Moisés e os filhos de Israel cantaram este cântico ao Senhor…». Na Vigília Pascal, ano após ano, nós, cristãos, depois da terceira leitura entoamos este cântico, cantamo-lo como o nosso cântico, porque também nós, pelo poder de Deus, fomos tirados para fora da água e libertos para a vida verdadeira.
Para a história do cântico de Moisés depois da libertação de Israel do Egipto e depois da subida do Mar Vermelho, há um paralelismo surpreendente no Apocalipse de São João. Antes de iniciarem os últimos sete flagelos impostos à terra, aparece ao vidente «uma espécie de mar de cristal misturado com fogo. Sobre o mar de cristal, estavam de pé os vencedores do Monstro, da sua imagem e do número do seu nome. Tinham na mão harpas divinas e cantavam o cântico de Moisés, o servo de Deus, e o cântico do Cordeiro…» (Ap 15, 2s). Com esta imagem, é descrita a situação dos discípulos de Jesus em todos os tempos, a situação da Igreja na história deste mundo. Considerada humanamente, tal situação é contraditória em si mesma. Por um lado, a comunidade encontra-se no Êxodo, no meio do Mar Vermelho. Num mar que, paradoxalmente, é ao mesmo tempo gelo e fogo. E não deve porventura a Igreja caminhar sempre sobre o mar através do fogo e do frio? Humanamente falando, deveria afundar. Mas não, e enquanto caminha ainda no meio deste Mar Vermelho, ela canta – entoa o cântico de louvor dos justos: o cântico de Moisés e do Cordeiro, no qual concordam a Antiga e a Nova Aliança. Enquanto, na realidade deveria afundar, a Igreja entoa o cântico de agradecimento dos redimidos. Está sobre as águas de morte da história e todavia já está ressuscitada. Cantando, ela agarra-se à mão do Senhor, que a sustenta por cima das águas. E sabe que deste modo é guindada fora da força de gravidade da morte e do mal – uma força da qual, sem tal intervenção, não haveria caminho algum de fuga – guindada e atraída para dentro da nova força de gravidade de Deus, da verdade e do amor. De momento, ela encontra-se ainda entre os dois campos gravitacionais. Mas desde que Jesus ressuscitou, a gravitação do amor é mais forte que a do ódio; a força de gravidade da vida é mais forte que a da morte. Porventura não é esta a situação da Igreja de todos os tempos? Sempre dá a impressão que ela deva afundar, e todavia já está salva. São Paulo ilustrou esta situação com as palavras: «Somos considerados (…) como agonizantes, embora estejamos com vida» (2 Cor 6, 9). A mão salvadora do Senhor nos sustenta e assim podemos cantar já agora o cântico dos redimidos, o cântico novo dos ressuscitados: Aleluia! Amen.
terça-feira, 7 de abril de 2009
Vaticano em choque com o parlamento belga
A resolução belga - adoptada por 95 votos a favor, 18 contra e 7 abstenções - pede ao governo de Bruxelas que condene as afirmações feitas por Bento XVI, que classifica como "inaceitáveis", e proteste oficialmente junto da Santa Sé.
Em declarações à Rádio Vaticano, o Pe. Lombardi manifesta o seu espanto e lembra a “óbvia liberdade do Santo Padre e da Igreja Católica de expressarem as suas posições e linhas de acção sobre temas de evidente relação com a visão da pessoa humana e dea sua responsabilidade moral, com o compromisso educativo e formativo das pessoas, com o serviço de assistência a doentes e sofredores”.
“A grande tradição e experiência da Igreja no campo da formação e da saúde, em especial nos países mais pobres, são tão evidentes que não precisam de ser comprovadas nem comentadas”, acrescentou.
Para o porta-voz do Vaticano, “é lícito questionar-se se o ponto de vista do Santo Padre foi considerado com suficiente atenção ou seriedade, ou, pelo contrário, interpretado através do filtro não objectivo e equilibrado repercutido nos media ocidentais”.
O episcopado belga divulgou esta manhã um comunicado de imprensa a respeito da resolução aprovada pelo Parlamento. Afirmando respeitar o carácter democrático da iniciativa, os Bispos dizem lamentar a decisão e apelam por uma reflexão serena.
A nota acrescenta que os Bispos "esperam que, com a proximidade da Páscoa, a polémica emotiva se possa reduzir”.
Fonte: Ecclesia
A questão sobre a SIDA no voo papal
Philippe Visseyrias, «France 2»: Santidade, entre os muitos males que atormentam a África, existe também e sobretudo o da difusão da SIDA. A posição da Igreja católica sobre o modo de lutar contra ela é com frequência considerado irrealista e ineficaz. Vossa Santidade enfrentará este tema durante a viagem?
Bento XVI - Eu diria o contrário: penso que a realidade mais eficiente, mais presente em primeira linha na luta contra a SIDA é precisamente a Igreja católica, com os seus movimentos, com as suas diversas realidades. Penso na Comunidade de Santo Egídio que faz tanto, de modo visível e invisível também, na luta contra a SIDA, nos Camilianos, em muitas outras realidades, em todas as Irmãs que estão à disposição dos doentes...
Diria que não se pode superar este problema da SIDA só com dinheiro, mesmo se necessário; mas, se não há a alma, se os africanos não ajudam (assumindo a responsabilidade pessoal), não se pode superá-lo com a distribuição de preservativos: ao contrário, aumentam o problema.
A solução pode vir apenas da conjugação de dois factores: o primeiro, uma humanização da sexualidade, isto é, uma renovação espiritual e humana que inclua um novo modo de comportar-se um com o outro; o segundo, uma verdadeira amizade também e sobretudo pelas pessoas que sofrem, a disponibilidade à custa até de sacrifícios, de renúncias pessoais, para estar ao lado dos doentes. E estes são os factores que ajudam e proporcionam progressos visíveis.
Diria, pois, que esta nossa dupla força de renovar o homem interiormente, de dar força espiritual e humana para um comportamento justo em relação ao próprio corpo e ao do outro, e esta capacidade de sofrer com os doentes, de permanecer presente nas situações de prova. Parece-me que esta é a resposta justa, e a Igreja faz isto e deste modo presta uma grandíssima e importante contribuição. Agradecemos a todos aqueles que o fazem.
Fonte: Ecclesia
segunda-feira, 6 de abril de 2009
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Juízo do CLU
Diante desta verdade, proferida pelo chefe da Igreja, que tem milhares de missionários em África que combatem a sida e apoiam as vítimas desta doença, o mundo bem-pensante revoltou-se.
Mas a verdade é que os preservativos e o dinheiro são apenas formas do ocidente limpar a sua consciência perante o drama humano que é África. Lá, tal como cá, o que é preciso é que alguém nos ame e guie.
O que o mundo não entende é que o Papa está a falar para as pessoas. Nós tratamos o problema deste continente como se fosse apenas um problema social, um problema de agenda. Como se África não fosse mais do que uma percentagem do orçamento de Estado. Mas ao Papa interessa-lhe o drama concreto das pessoas com quem se cruza.
O mundo revoltado contra o Santo Padre está apenas a acusar o toque da sua consciência de não se interessar pelos africanos. O Papa, pelo contrário, trata todos os homens, indiferentemente de raça ou condição social, como filhos.
Por isso, nós estamos com o Papa
Universitários de Comunhão e Libertação
terça-feira, 24 de março de 2009
terça-feira, 17 de março de 2009
Fátima
Milagre do Sol chega ao Cinema . Encontra-se já em fase de pós-produção o filme "O 13.º Dia. Um milagre em Fátima", de Ian e Dominic Higgins, que retrata o fenómeno das aparições de Nossa Senhora em Fátima aos três Pastorinhos. A obra deve estrear ainda em 2009. Os realizadores independentes Ian e Dominic Higgins apresentam os acontecimentos de Maio a Outubro de 1917 no contexto das perseguições religiosas da I República e da I Guerra Mundial, falando da mensagem de esperança entregue às três crianças. =)
A Felicidade exige Valentia
esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela
vá à falencia.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios,
incompreensões e periodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos
problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oasis no
recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da Vida. Ser feliz é não ter
medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para
ouvir um "não". É ter seguranca para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
Fernando Pessoa
segunda-feira, 16 de março de 2009
Shania Twain
Este é para recordar o nosso dia de praia! =)
That don't impress me much
But you've got being right down to an art
You think you're a genius-you drive me up the wall
You're a regular original, a know-it-all
Oh-oo-oh, you think you're special
Oh-oo-oh, you think you're something else
Okay, so you're a rocket scientist
That don't impress me much
So you got the brain but have you got the touch
Don't get me wrong, yeah I think you're alright
But that won't keep me warm in the middle of the night
That don't impress me much
I never knew a guy who carried a mirror in his pocket
And a comb up his sleeve-just in case
And all that extra hold gel in your hair oughtta lock it
'Cause Heaven forbid it should fall outta place
Oh-oo-oh, you think you're special
Oh-oo-oh, you think you're something else
Okay, so you're Brad Pitt
That don't impress me much
So you got the looks but have you got the touch
Don't get me wrong, yeah I think you're alright
But that won't keep me warm in the middle of the night
That don't impress me much
You're one of those guys who likes to shine his machine
You make me take off my shoes before you let me get in
I can't believe you kiss your car good night
C'mon baby tell me-you must be jokin', right!
Oh-oo-oh, you think you're special
Oh-oo-oh, you think you're something else
Okay, so you've got a car
That don't impress me much
So you got the moves but have you got the touch
Don't get me wrong, yeah I think you're alright
But that won't keep me warm in the middle of the night
That don't impress me much
You think you're cool but have you got the touch
Don't get me wrong, yeah I think you're alright
But that won't keep me warm on the long, cold, lonely night
That don't impress me much
Okay, so what do you think you're Elvis or something...
Oo-Oh-Oh
That don't impress me much!
Oh-Oh-Oh-Oh-No
Alright! Alright!
You're Tarzan!
Captain Kirk maybe.
John Wayne.
Whatever!
That don't impress me much!
Nah!
[ooo yeah
oooo oo yeah yeah
I thought I might begin by fillin' you in
in case you didn't already know.
I'll never forget how you got up and left
in fact it was down right pretty low.
There ain't no way I wanna,
you know I aint gonna
take you back so dont even try.
you can beg you can plead you can sweat you can bleed,
it's too bad I could care if you cried.
Chorus:
That's it thats all had fun we had a ball,
it was good while it lasted but now I'm past it.
It was short it was sweet, sure you swept me off my feet,
I'll miss you now and then but would I do it all again?
Nah!
You won't find me naked and cold just a sittin on the doctor's table
waitin to be told just why I'm no longer able
to feel my heart beatin',
give me a good reason why.
I kinda went numb just around about the time you told me
you were movin' on and you said that you were gunna fone me,
it's been so long and there ain't nothin wrong with the line.
It's too late to regret it,
but you're the one who said it,
we're better off being apart
I hate to be a downer but don't bother comin' round here
cuz I won't have a change of heart.
CHORUS
na na na naaaaa
na na na naaaaa
na na na naaaaaa
(repeat)
hey, oooo, yeah
Well I hope you learned a lesson
cuz you'll never be a messin',
with my head again the way that you did.
It was never gonna work,
you were too much of a gerk,
I'm finally fed up with it.
CHORUS
na na na naaaaa
(repeat 6 times)
oooo na na
]
domingo, 15 de março de 2009
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
António Manuel Couto Viana
Sentença
Flori a lapela
Com a estrela do Norte:
Indo comigo e com ela,
Quem sabia a minha sorte?
Julgaram-me por roubar
Uma luz de toda a gente:
É permitido ser vulgar,
Mas não ser diferente.
«Tu és d'hoje e és d'aqui!»
- Foi sentença dada.
Só então reconheci
Não ser d'hoje nem ser d'aqui,
Esta sede insaciada.
Coração Ausente
De novo só. Satisfeito!
Nunca mais acompanhado!
Levei-o p'ra todo o lado,
No lado esquerdo do peito:
Traiu-me com tanta vida
Por amor e aluguer!
Que lhe havia de fazer?
Dizer-lhe adeus à partida.
Disse-lhe adeus. Foi-se embora.
Decerto, olhou para trás.
Não olhei, desceu a paz
Em mim, como em quem se ignora.
De novo, só. Satisfeito?
Sim, sim!... (Mas faz muito frio,
Pela noite, este vazio
No lado esquerdo do peito.)
Portugal
Este mendigo, outrora, era um menino d'oiro,
Teve um império seu, mas deixou-se roubar.
Hoje, não sabe já se é castelhano ou moiro
E vai às praias ver se ainda lhe resta o mar!
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Quebramos os dois - Toranja
Era eu a convencer-te de que gostas de mim,
Tu a convenceres-te de que não é bem assim.
Era eu a mostrar-te o meu lado mais puro,
Tu a argumentares os teus inevitáveis.
Eras tu a dançares em pleno dia,
E eu encostado como quem não vê.
Eras tu a falar p'ra esconder a saudade,
E eu a esconder-me do que não se dizia.
Afinal...
Quebramos os dois afinal.
Quebramos os dois...
Desviando os olhos por sentir a verdade,
Juravas a certeza da mentira,
Mas sem queimar de mais,
Sem querer extingir o que já se sabia.
Eu fugia do toque como do cheiro,
Por saber que era o fim da roupa vestida,
Que inventara no meio do escuro onde estava,
Por ver o desespero na cor que trazias.
Afinal...
Quebramos os dois afinal,
Quebramos os dois afinal,
Quebramos os dois afinal,
Quebramos os dois...
Era eu a despir-te do que era pequeno,
Tu a puxares-me para um lado mais perto,
Onde se contam histórias que nos atam,
Ao silêncio dos lábios que nos mata.
Eras tu a ficar por não saberes partir,
E eu a rezar para que desaparecesses,
Era eu a rezar para que ficasses,
Tu a ficares enquanto saías.
Não nos tocamos enquanto saías,
Não nos tocamos enquanto saímos,
Não nos tocamos e vamos fugindo,
Porque quebramos como crianças.
Afinal...
Quebramos os dois afinal,
Quebramos os dois afinal,
Quebramos os dois...
É quase pecado que se deixa.
Quase pecado que se ignora.
domingo, 25 de janeiro de 2009
Somewhere down the road
Cried until the tears run dry.
Nothing else can make you understand.
The one thing that you held so dear.
Is slipping from your hands.
And you say.....
(Chorus:)
Why, why, why, does it go this way.
Why, why, why, and all I can say is.
Somewhere down the road.
There'll be answers to the questions.
Somewhere down the road.
Though we cannot see it now.
Somewhere down the road.
You will find mighty arms
reaching for you.
And they will have the answers.
At the end of the road.
Yesterday I thought I'd seen it all.
I thought I'd climbled the highest wall.
And all I know to do is keep on walking.
'Round the bend.
Singing....
(Chorus:)
Somewhere down the road.
There'll be answers to the questions.
Somewhere down the road.
Though we cannot see it now.
Somewhere down the road.
You will find mighty arms
reaching for you.
And they will have the answers.
At the end of the road.
Somewhere down the road.
Somewhere, somewhere.
Somewhere down the road.
Why, why, why.
Mighty arms reaching for you.
Down the road.
Somewhere, somewhere.
Faith Hill
sábado, 24 de janeiro de 2009
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Verdadeiro ou Falso?
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Unagi... with a bit of OH MY GOD !
A Teresinha descobriu este, achei que valia a pena partilhar.
é para ti, Constança.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
The best of....#1
-Sabes onde é o Rainha D. Amélia antigo? É mesmo à frente.
Madalena quis ajudar e acrescentou à indicação dada por Teresinha:
-É mesmo ao pé do centro de congressos.
Enquanto esta conversa decorria, Susana, que se encontrava atrás de nós, mais precisamente atrás da Teresinha, disse:
- Em Alvalade há uma CUF!
Ao que a Teresinha, com um ar nada meigo resmunga para o ar:
- Mas a CUF de Belém não é em Alvalade!!!!!
O Tejo corre no Tejo
No teu correr vazio de sentido,
Na memória de seres lentamente,
Do mar para a nascente
És o curso do tempo já vivido.
Não, Tejo
Não és tu que em mim te vês,
- Sou eu que em ti me vejo!
Por isso, à tua beira se demora
Aquele que a saudade ainda trespassa,
Repetindo a lição, que não decora
De ser, aqui e agora,
Só um homem a olhar para o que passa.
Não, Tejo
Não és tu que em mim te vês,
- Sou eu que em ti me vejo!
Um voo desferido é uma gaivota
Não é o voo da tua imaginação
Gritos não são agoiros, são a lota.
Vá, não faças batota,
Deixa ficar as coisas onde estão...
Não, Tejo
Não és tu que em mim te vês,
- Sou eu que em ti me vejo!
Tejo desta canção, que o teu correr
Não seja o meu pretexto de saudade.
Saudades tenho, sim, mas de perder,
Sem as poder deter,
As águas vivas da realidade !
Não, Tejo,
não és tu que em mim te vês,
sou eu que, em mim, me vejo
Alexandre O´Neill
The Script - The man who can't be moved
Going back to the corner where I first saw you,
Gonna camp in my sleeping bag I'm not gonna move,
Got some words on cardboard got your picture in my hand,
Saying if you see this girl can you tell her where I am,
Some try to hand me money they don't understand,
I'm not...broke I'm just a broken hearted man,
I know it makes no sense, but what else can I do,
How can I move on when I'm still in love with you...
Cos if one day you wake up and find that you're missing me,
And your heart starts to wonder where on this earth I can be,
Thinking maybe you'll come back here to the place that we'd meet,
And you'd see me waiting for you on the corner of the street.
So I'm not moving...
I'm not moving.
Policeman says son you can't stay here,
I said there's someone I'm waiting for if it's a day, a month, a year,
Gotta stand my ground even if it rains or snows,
If she changes her mind this is the first place she will go.
Cos if one day you wake up and find that you're missing me,
And your heart starts to wonder where on this earth I can be,
Thinking maybe you'll come back here to the place that we'd meet,
And you'd see me waiting for you on the corner of the street.
So I'm not moving...
I'm not moving.
I'm not moving...
I'm not moving.
People talk about the guy
Who's waiting on a girl...
Oohoohwoo
There are no holes in his shoes
But a big hole in his world...
Hmmmm
and maybe I'll get famous as man who can't be moved,
And maybe you won't mean to but you'll see me on the news,
And you'll come running to the corner...
Cos you'll know it's just for you
I'm the man who can't be moved
I'm the man who can't be moved...
Cos if one day you wake up and find that you're missing me,
And your heart starts to wonder where on this earth I can be,
Thinking maybe you'll come back here to the place that we'd meet,
And you'd see me waiting for you on the corner of the street.
[Repeat in background]
So I'm not moving...
I'm not moving.
I'm not moving...
I'm not moving.
Going back to the corner where I first saw you,
Gonna camp in my sleeping bag not I'm not gonn
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
sombra colorida
Gosto desta letra porque fala de como às vezes nos sentimos à parte da vida, mas mesmo assim continuamos a caminhar, e encontramos alguém, e deixamos de estar sozinhos. Alguém que nos desperta para a vida.
Se puderem oiçam a música, eu não consegui pô-la aqui.
Como um beco sem saída
A vida está tão perto
Passa ali na avenida
Mas prefiro ficar longe
Sem ninguém para falar
Deixo-me ficar perdido
Não querendo ter lugar
E nesses dias sozinho
Acabo por me encontrar
Nunca gosto do que vejo
Mas vou tentando emendar
Vou olhando a minha sombra
Que no muro é colorida
Acho que é essa sombra
que me faz voltar à vida
E no meio da avenida
Acabo por te encontrar
Acabou-se o beco escuro
Tudo volta ao seu lugar
Ao seu lugar
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Passagem de ano
Fui para o Algarve com ela no dia 28 e lá estivemos sozinhas 2 dias e meio, não me lembro de rir assim há muito tempo, mas como se passaram esses dias conto (ou mostro) depois lool!
Depois chegaram o Miguel e o Marcos, os dias corriam bem, sempre agradáveis.
Na passagem de ano decidimos ir ver o fogo de artificio, é sempre um belo espectáculo. Eu avisei que já uma vez ali o fogo tinha sido mal lançado e começou a cair no sitio onde se encontravam pessoas (não é mto inteligente visto que se estão numa praia o podiam lançar para o mar!). Fomos procurar um bom spot para ver o fogo, e assim fomos para o largo da Igreja, eu e o Marcos senamo-nos no muro, o Miguel entretanto esmigalhou com a manga do casaco uma lesma e a Madalena "panicou", entrou em histeria a dizer que odiava os bichos do campo. Assim procurámos outro local!
Sentámo-nos nas rochas então eu, ao lado o marcos, depois o miguel e na outra ponta a madalena , todos esperávamos o fogo de artificio mas... quando este começou... ouviu-se ao mesmo tempo que o primeiro "bum" um "ahhhhhhh!" e quando olhei par o lado só vi na outra ponta a madalena, olhámos para trás e encontramos o Marcos e o Miguel e correrem que nem loucos na direcçao oposta... Apanharam o maior susto da vida deles. Entretanto eu pensei que eles deviam ter visto canas ou assim mas que eu não tinha visto, e levantei-me com a madalena e tentámos correr atrás deles, mas eu mal me mexia, estava a ter ataques de riso e só me conseguia agarrar à barriga! Eles fugiram do fogo de artificio!!! que graça!
Bem, lá acabamos de "ver" (estava tanto nevoeiro que só viamos nuvens a mudar de côr!) o fogo e voltámos para casa. Aí estivemos a fazer jogos até pái as 6 da manhã. Mais uma vez eu não conseguia parar de rir, eu organizei um jogo de música para eles e teve a maior graça.
A primeira parte era para porem phones e traduzirem a musica que ouviam para os outros adivinharem (best of... Miguel canta "como uma virgem"). Depois a música tocava alto e quando parava tinham que completar a frase seguinte, a seguir tinham um papel e tinham que completar (enquanto ouviam) as letras das musicas (best of, Miguel again com "asereje" = 0 pontos!). Outro ainda com phones tinham 45 segundos para cantar a musica que estavam a ouvir para os outros adivinharem (só musica portuguesa, mas bem mais dificil do que imaginam, achei que esta gente tinha cultura musical mas... não, não conheciam nada!).
Por ultimo havia três provas finais, cada um ficou com uma que tirou ao calhas. O Marcos teve que reescrever uma música toda com sinónimos, a Madalena fez um videoclip e o Miguel escreveu uma música... QUE GRAÇA! Todas as provas finais estão gravadas e em minha posse muahahaha!
Pontuação final, Marcos 27 pontos, Madalena 24 e Miguel...14!!!
A manhâ seguinte começou com a sempre calma e inspirante Missa na Praia da Luz
Bom Ano!
Aqui estaremos para contar mais coisas, umas mais cómicas, outras mais sérias, mas sempre coisas que nos dizem algo.
Bom ano gente!
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Katia Guerreiro - Fado
Depois ponho aqui alguns dos vídeos da concerto, agora deixo só este para aguçar o apetite... ah... já tenho o CD =)
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Hoje 3 macacas estiveram doentes
1 Mona, macaca, princesa, animal que já estava doentePortanto, são mesmo 3 monas doentes:

sábado, 22 de novembro de 2008
O meu dia; "Ser simples é ser decidido".
E como podem calcular passei toda a semana preocupada com o que havia ou não de dizer. Perguntei ao Mix, a Maria Seabra, a Francesca,..., aquilo que devia dizer e a resposta foi sempre a mesma; A Tua experiência.
Hum.. ok.. e agora ?? Não era claro e no entanto tinha de o fazer.
Pensar na minha vida, na minha experiência ajudou-me a fazer um juízo do caminho que fiz até hoje, a fazer um juízo da minha própria vida.
Hoje estava muito nervosa antes do testemunho, principalmente depois do Don Luis Mi ter dito que eu devia falar entre 20 à 30 minutos. Tinha uns tópicos escritos no caderno e tentei segui-los.. well.. tentei porque as tantas já estava com a 5 mudança ia a 200 e sem tempo para olhar para os sinais... !!! hhehehe
Comecei por contar como entrei para o movimento.
Eu vim para Portugal dom 13 anos. A minha mãe educou-me sempre ao Cristianismo, ensinou-me a rezar antes de dormir e quando havia qualquer coisa que me afligia. Mas nunca me ensinou a viver no Católicismo.
Entrei no 8ºano e para o espanto de qualquer um só havia 2 meninas na turma (eu e outra rapariga Brasileira). Escusado será dizer que ficamos muito amigas.. Que remédio !
Os meus pais inscreveram-me nas aulas de Religião e Moral, para o meu desagrado pois na altura o que mais queria era andar a passear com a minha nova amiga. De facto era o que eu fazia, baldava-me.
Quando ia as aulas até gostava de lá estar, gostava bastante do meu professor de Moral: Fechi. Mas não percebia metade das coisas que falava, estava constantemente distraída !
O Fechi a pouco e pouco foi apresentando aos meus amigos o movimento Comunhão e Libertação, com passeios, escolas de comunidade, cafésadas, etc.., simplismente sendo amigo destes jovens. E eu continuava desinteressada. Só vi o que tinha a frente quando o meu irmão passou a voltar para casa estranhamente contente. Digo estranhamente porque ele não costumava ser assim, havia qualquer coisa de diferente na maneira como via, ouvia, sentia, vivia as coisas.
Então, neste contexto de bocadinho a bocadinho o meu interesse por aquela estranha Felicidade acordou e despertou um desejo de perceber e viver aquilo que o meu irmão experimentava.
O ponto culminante deste fascínio foi as férias de verão.. ou melhor, quando o Xande voltou dessas férias. Não me lembro ao certo das coisas que disse mas recordo-me que o meu desejo de viver o mesmo que o meu irmão vivia tornava-se uma certeza. E a certeza foi; Eu também quero ir, vou ao próximo passeio ou encontro. E de facto fui.
O primeiro passeio grande desse ano foi à Serra da Estrela. Eu estava fascinada com toda aquela brancura pois nunca tinha visto tanta neve junta e poder tocar-lhe e jogar e saltar e correr e blábláblá nesse novo cenário foi algo que me marcou. A Beleza, foi a Beleza daquele sitio que me marcou mais nesse passeio. Tanto porque ainda era bastante desatenta nos encontros.
Aquilo era fabuloso. Aquilo do movimento, aquela ideia que tinha era tudo fantástico, nostálgico. Em qualquer passeio, graças ao fechi completavamos quase dois autocarros só com pessoas do restelo. Mas Cristo pregou-nos uma partida, o Fechi mudou para outro liceu. E agora?? Como seria estar, pertencer ao movimento sem o nosso querido professor? Pois.. na realidade foi bastante difícil, passamos a fazer escola de comunidade a noite e pior do que isso.. as pessoas deixaram de vir as coisas organizadas pelo CL. Os meus amigos mais chegados começaram a deixar de ir.... Fiquei sem companhia?? Claro que me passou pela cabeça desistir como eles mas não podia nem queria ser desonesta com o desejo, com a semente de desejo que crescia no meu coração. Tive o desagrado de ver os meus amigos tornarem-se Punks anarquistas, continuava com eles no Liceu mas já não era a mesma coisa. Enquanto o tempo passava, passavam também as amizades.. aos poucos fomos nos deixando de falar até que deixamos de falar de vez. Claro que se os encontro na rua falo-lhes mas os cafés, as parvoeiras, a companhia, foi-se. Apesar de tudo sai a ganhar. Não que seja bom perder amigos mas ganhei pelo caminha que escolhi. Continuo na estrada para Cristo, claro que podia me ter enganado e depois ter voltado (ou não!) mas prefiro viver todos os dias esta aventura de encontrar Cristo em cada olhar e palavra que vejo ou oiço.
Em 2004 houve a proposta para fazer o Crisma. Eu naquela altura não tinha sequer a 1ª comunhão e interessava-me imenso fazer-lá porque já ia a missa a sério todos os domingos e faltava-me, num modo bruto de dizer, comer o corpo de Cristo, perceber o que era isso do corpo de Cristo.
Comecei a ir a Catequese liderada pela ex. pessoa Madalena Fontoura e pelo Gonçalinho (creio..). Mas não passou muito para que começasse a baldar-me a este encontro. A minha mãe vive no Brasil mas nessa altura estava em Portugal e era uma óptima razão para não ir a catequese com mais 50 e tal pessoas que mal conhecia.
Em meados de Fevereiro a Madalena veio ter comigo e disse-me que eu já não podia fazer o Crisma, só a primeira comunhão porque praticamente não tinha me preparado para tal. A posição foi justa, eu disse que sim que tinha razão mas por dentro estava mais irritada do que nunca ( a tal gabardina que Don Giussane fala no ponto da obediência, gesto do eu).
No mesmo mês fui convidada a ir a Itália para o Tríduo - preparação para a Páscoa. Vêem a controversa?? Levava o movimento a sério mas não o Crisma?? Que sentido que isto faz? Pois.. certo quem diz que nenhum !!
Em Abril, uma semana antes de fazer anos estava pronta para ir para Itália.. hum.. será? Faltava-me o visto, ou a assinatura para poder viajar porque ainda não tinha 18 anos. Mas houve um pequenino problema... a minha mãe já não estava em Portugal e sendo os meus pais separados precisava da assinatura dos dois. Quando fui alegre e contente ao cartório para receber o tal carimbo de autorização fui barrada, a senhora dizia-me que não porque a minha mãe tinha de assinar... Já estava cheia de lagrimas na cara quando apareceu a nossa Sofia com a mãe, ia também receber o carimbo.. Também ? Quando se apercebeu de que eu não podia ir porque não havia maneira de receber o carimbo na carta ficou "fora de si", praticamente contou a minha vida toda e explicou o que era o movimento e porque era importante irmos (exagero óbvio). Não sei como fez mas sei que tive o visto para viajar !!!!!!! E foi o que fizemos..
A experiência de Itália encheu-me o coração de tal maneira que quando voltei a minha mãe reconheceu em mim uma Felicidade que eu ainda desconhecia e desse reconhecimento nasceu um juízo... Porque estava eu contente?? A verdade é que estava certa do que era Cristo na minha vida e desejava profundamente continuar a viver-lo.
E percebi que tinha de ir ao retiro de Crisma, fazendo ou não o Crisma se queria viver verdadeiramente aquilo que me estava a acontecer devia obedecer a circunstância e assim fiz.
Fui, cheia de medo ao retiro de um fim de semana. No primeiro almoço sentei-me numa mesa com pessoas que mal conhecia e durante o almoço comecei a contar como tinha sido Itália, não me lembro quem eram e nem sei se elas se lembram do que eu disse mas no fim do almoço a Madalena foi ter comigo e disse-me que afinal devia fazer o Crisma, não me disse o que tinha visto mas creio que tinha visto uma presença que não conhecia porque, simplismente, não me conhecia.
E foi assim que eu fiz o Crisma. No dia 11 de Maio de 2005 disse sim a igreja, a Cristo.
E por cá continuo.
Percebi naquela altura que Cristo não acaba quando os nossos amigos se vão embora, não desaparece quando somos crismados, não se nos abandona quando não percebemos.
É preciso estar-se atento aos sinais pois só assim somos contemplados pela sua Graça.
No fim o Mix perguntou algumas coisas e alguns miúdos disseram outras mas o mais importante para mim foi mesmo no finalzinho...
quando todos já estavam de pé a irem embora um deles veio ter comigo e perguntou; "Como é que saber que é Cristo?"
Querem pergunta mais frontal e mais pessoal que esta ?!?!?!?!
A primeira coisa que pensei foi.. Mas que idiota que raio de pergunta mas no segundo a seguir o meu coração encheu-se de qualquer coisa que não medo. Dei-lhe exemplos da minha vida e depois perguntei-lhe "se isto não for Cristo o que é?" ele não me soube responder. Depois ainda pedi que fizesse um trabalho, que durante as próximas duas semanas ele havia de estar atento para poder reconhecer Cristo num olhar ou numa palavra ou num gesto ou numa paisagem ou... e que depois falávamos. Pedi-lhe para estar atento.
Sendo assim veremos o que irá acontecer tanto a este menino como a mim.
Grande beijinho aos meus amigos que me acompanham nesta estrada.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
domingo, 9 de novembro de 2008
Finalmente!
Para mais informações vejam o site

quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Atentado mudou visão de João Paulo II sobre Fátima e despertou admiração por portugueses
Não queria deixar de postar qualquer coisa sobre isso, assim, deixo-vos a noticia que saiu no Destak.
"O antigo secretário de João Paulo II Stanislaw Dziwisz revelou hoje que o atentado falhado na Praça de São Pedro, em Roma, mudou a visão do anterior Papa sobre Fátima, despertando a sua admiração pelos peregrinos portugueses.
Lusa
O agora cardeal-arcebispo de Cracóvia encontra-se em Portugal para assinalar os 40 anos da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa e a abertura da exposição "Karol Wojtyla - a fé, o caminho, a amizade. Excursões com os amigos (1952 - 1954)".
Numa conversa com os jornalistas na Embaixada da Polónia, o purpurado e antigo secretário pessoal do Papa, recordou João Paulo II como “um homem de grande pensamento e sobretudo de grande oração”, abordando a sua ligação a Fátima e da tentativa de atentado durante a sua primeira visita a Portugal a de 12 de Maio de 1982.
Recordou ainda as três vezes que esteve em Fátima a acompanhar o Santo Padre e falou da sua afeição pelo homem que acompanhou durante 38 anos.
“Posso dizer que tenho uma grande recordação das três visitas do Papa a Portugal” e “não posso esquecer quando veio para agradecer à Nossa Senhora de Fátima pela sua vida”, começou por contar Stanislaw Dziwisz.
O cardeal polaco adiantou que João Paulo II estava convicto que a Nossa Senhora de Fátima o “salvou do grande perigo que foi o atentado na Praça de São Pedro”, a 13 de Maio de 1981, protagonizado pelo turco Ali Agca.
Nas palavras do cardeal polaco, este momento mudou a atitude de João Paulo II sobre Fátima: “antes do atentado, não se ocupava muito da mensagem de Fátima, mas certamente conhecia o Santuário e sabia da devoção a Nossa Senhora, muito difundida em todo o mundo”.
“Mas logo depois do atentado na Praça de São Pedro, a sua atitude mudou. Ficou convencido que a Nossa Senhora de Fátima o salvou e ele mesmo entrou no segredo da mensagem de Fátima”, sublinhou.
A terceira parte do segredo de Fátima foi interpretada pelo Vaticano como uma referência ao atentado falhado de 1981, ligando pessoalmente João Paulo II à mensagem mariana da Cova da Iria.
O religioso lembrou nas Aparições, Nossa Senhora havia pedido a consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria, o que se cumpriu com a “presença de todos os bispos [russos] na Praça de São Pedro” e com o testemunho de muitos bispos do Leste da Europa, já no pontificado de João Paulo II
“Hoje sabemos que essa mudança foi enorme, a maior revolução que aconteceu no mundo sem derramamento de sangue”, sublinhou.
Portugal era muitas vezes motivo de conversa entre Stanislaw Dziwisz e Karol Wojtyla, sobretudo nas datas de 13 de Maio e 13 de Outubro, ocasião em que o Santo Padre se dirigia à varanda na Praça de São Pedro e rezava e cantava o “Avé Maria”.
“Isso aproximava-o do povo português”, disse Stanislaw Dziwisz, contando que João Paulo II admirava a devoção dos fiéis a Nossa Senhora de Fátima, com milhares de pessoas a rezar em uníssono.
O Papa “não podia deixar de admirar a devoção, oração e capacidade de sacrifício dos peregrinos”, frisou.
O arcebispo de Cracóvia lembrou outro momento na vida do Papa, aquando da sua primeira visita a Portugal para agradecer à Virgem por tê-lo salvo do atentado sofrido em Roma.
“Foi um facto gravíssimo. O Papa dirigia-se ao altar quando um homem com vestes eclesiásticas se dirigiu a ele para o atingir, mas Graças a Deus foi bloqueado”, disse Dziwsz, aludindo ao ataque protagonizado pelo padre espanhol Juan Krohn que foi preso e condenado por tentativa de homicídio.
Segundo Dziwisz, o Papa acabou a celebração, benzeu Krohn e ficou desapontado com a situação, sobretudo por terem atirado o agressor ao chão.
“Ele quis defendê-lo mas havia muita confusão”, lembrou.
O arcebispo contou que quando regressavam a casa viu manchas de sangue, mas o Karol Wojtyla deu-lhe “pouca importância porque não representou nenhum perigo para a sua vida e para não aumentar a atmosfera de fricção”.
O Papa era uma “pessoa delicada e sensível e não deu a conhecer esta situação para não prejudicar o agressor e não aumentar a atmosfera de tensão”, sustentou, contanto que João Paulo II perdoou logo o agressor, foi vê-lo ao hospital e à prisão e chamava-o de “irmão”.
“Isto fazem os santos, não há mais nada a dizer”, frisou.
Sobre a admiração das pessoas por João Paulo II, o cardeal polaco disse que continua a haver uma “contínua procissão de pessoas que continuam a acorrer à sua sepultura para rezar por ele”.
“Ele pouco falava nos últimos anos de vida, mas sentia muito. Era muito sensível ao sofrimento dos outros e rezava por eles, mesmo até durante as audiências”, lembrou com saudade.
Sobre a beatificação de João Paulo II, o cardeal polaco afirmou apenas que “a decisão principal foi tomada, esperamos os sinais do céu”."
domingo, 2 de novembro de 2008
Papa convida universitários a buscarem "verdadeira sabedoria"
CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 31 de outubro de 2008
O Papa pediu aos estudantes universitários na tarde desta quinta-feira que não busquem a "sabedoria deste mundo", segundo critérios humanos, mas a "verdadeira sabedoria" que vem de Deus, durante a inauguração do ano acadêmico das universidades pontifícias e eclesiásticas de Roma.
Após uma missa celebrada na Basílica de São Pedro, presidida pelo cardeal Zenon Grocholewski, prefeito da Congregação para a Educação Católica, o Papa dirigiu um discurso aos presentes, no qual afirmou que a busca desta "sabedoria divina" não se opõe ao conhecimento humano, mas é uma questão de atitude.
A "sabedoria deste mundo", explicou o Papa, "é um modo de viver e de ver as coisas prescindindo de Deus e seguindo as opiniões dominantes, segundo os critérios do êxito e do poder".
Ao contrário, acrescentou, a "sabedoria divina" consiste em "seguir a mente de Cristo, que é quem nos abre os olhos do coração para seguir o caminho da verdade e do amor".
Esta contraposição que São Paulo faz "não se identifica com a diferença entre a filosofia, por uma parte, e a filosofia e as ciências, por outra".
O que denuncia é, explicou, "o veneno da falsa sabedoria, que é o orgulho humano. Não é, portanto, o conhecimento em si que pode causar dano, mas a presunção, o vangloriar-se de onde chegou – ou se presume ter chegado – o conhecimento".
O apóstolo, acrescentou o Santo Padre, "não quer em absoluto conduzir a uma desvalorização do empenho humano necessário para o conhecimento; o que Paulo pretende sublinhar – e o faz sem hesitar – é o que é que realmente vale para a salvação e o que, ao contrário, pode trazer a divisão e a ruína".
O que São Paulo combate, reafirmou o pontífice, é "um tipo de soberba intelectual, na qual o homem, inclusive sabendo muito, perde a sensibilidade pela verdade e a disponibilidade para abrir-se à novidade da atuação divina".
"Esta não é uma postura anti-intelectual, não é oposição à recta ratio", acrescentou.
O bispo de Roma convidou os estudantes a "considerar a formação espiritual segundo o pensamento de Cristo, fundamental para vós", e "verdadeira perspectiva de vossos estudos".
"Para conhecer e compreender as coisas espirituais, é preciso ser homens e mulheres espirituais, porque quando se é carnal, recai-se inevitavelmente na necedade, ainda que se estude muito e se seja 'douto' e 'sutil pensador deste mundo'", acrescentou.
"Permanecendo fiéis a esse Jesus que Maria nos oferece, ao Cristo que a Igreja nos apresenta, podemos empenhar-nos intensamente no trabalho intelectual, interiormente livres da tentação do orgulho e gloriando-nos sempre e só no Senhor", concluiu.
Zenit
domingo, 26 de outubro de 2008
cacao meravigliao
esperi chi gosti
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Só para dizer que...
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Rapaz de camisola verde e Saia rodada
Saia rodada
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Oh Diana !!!
Quem diria que o Greese preferiria uma Sandy !!!!!!
HAHA
sábado, 18 de outubro de 2008
Quando o pânico se instaura!
A crise instaurou-se na passada quinta-feira, numa reunião de estágio, quando lhes falaram da video-formação (quem quiser saber o que é a video formação contacte com as autoridades competentes), algo que iriam ter de novo nas suas manhãs de estágio. A segunda crise instalou-se momentos após, quando deram as datas dessa dita Video Formação e a primeira rapariga descobriu que tinha pouco tempo para conhecer as crianças e a terceira tinha essa Video Formação dentro de um mês.
A terceira rapariga. muito nervosa, nem sabia o nome desse tal pânico (Video Formação) e só dizia: Video Aula? Video Conferência?
A terceira crise de pânico foi a mais forte, foi na passada sexta-feira, por isso, um dia depois das suas reuniões de pânico, quando finalmente tiveram acesso à turma onde as duas ultimas raparigas iriam ter a dita VF (Video Formação). As crianças, digamos, não eram de todo a paz de alma, muito pelo contrário, ficaram em estado de choque!! Tal foi o choque que no fim, Teresinha disse:
-O que vamos ter não é Video Formação, é Video Vigilância!!
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Só uma escola exigente é democrática
Pedro Picoito
Condenar todos os alunos à mediocridade é o melhor que a democracia portuguesa tem para lhes oferecer?
Por estes dias, milhão e meio de alunos portugueses voltam às aulas. Vão encontrar um sistema de ensino burocratizado, centralista e ineficiente. Irão para a escola que o Estado impõe aos seus pais, de acordo com a área de residência ou de trabalho. Talvez não tenham ainda todos os professores nos primeiros dias, porque a colocação de contratados é um processo nacional de tentativa e erro. Alguns acabarão o ano sem dar todo o programa de Português ou de Matemática por causa da indisciplina dos colegas ou da desmotivação dos professores. Vão encontrar, sobretudo, um sistema que, ao fim de um século de ensino obrigatório, ainda não ultrapassou o maior desafio da escola pública: conciliar a igualdade de oportunidades e a procura da excelência. É o mesmo dilema entre a paixão da igualdade e a paixão da liberdade que Tocqueville via no coração da democracia moderna. Na França jacobina, a igualdade do Terror venceu a liberdade da Revolução. Com as devidas distâncias de uma analogia histórica, algo de semelhante se passa hoje no ensino português.
Vejamos um exemplo: os exames nacionais. O Governo socialista anunciou há dias, com retumbante publicidade, que a taxa de retenções (ou "chumbos") no ensino básico e secundário do ano passado foi a mais baixa da década. No entanto, segundo a Sociedade Portuguesa de Matemática e a Associação de Professores de Português, isso aconteceu porque os exames foram deliberadamente facilitados. Nivelaram-se as notas para embelezar as estatísticas. O Ministério da Educação esquece que este admirável mundo novo da igualdade acaba também com o incentivo à excelência. Para quê estudar, se Maria de Lurdes Rodrigues dará a todos os alunos, no fim do ano, outro milagre das rosas?
Mas será isso verdadeiramente democrático? Condenar todos os alunos à mediocridade, mesmo aqueles que pelo seu esforço chegariam mais longe, é o melhor que a democracia portuguesa tem para lhes oferecer?
Acredito que não. Só uma escola exigente é democrática. O ensino formal que os mais pobres não receberem na escola dificilmente virão a receber em contextos informais como a família ou a comunidade local. E, sem um ensino de qualidade, entrarão na vida activa em desvantagem - se conseguirem entrar na vida activa.
Só um sistema que permite a real liberdade de escolha dos pais é socialmente justo. Se as famílias estão descontentes com uma escola, devem ter o direito de optar por outra dentro do sistema público. Não há real liberdade de escolha, se o Estado limita a opção à ditadura do número da porta. Ou à largueza da bolsa doméstica.
Essa exigência e essa liberdade só serão possíveis com a avaliação das escolas. Não basta avaliar os professores para melhorar o ensino. Um professor não trabalha isolado - e, se o faz, algo vai mal. Há que avaliar os resultados de cada escola, responsabilizando as direcções e dando-lhes a maior autonomia pedagógica e administrativa para criar um projecto educativo próprio.
É urgente reforçar o peso científico dos programas. Os alunos não têm que passar mais tempo nas aulas: basta diminuir a carga, de resto muito ideológica, das áreas curriculares não-disciplinares. A disciplina de Português não tem que ensinar tolerância e multiculturalismo, mas gramática e ortografia. A disciplina de Matemática não tem que ensinar a respeitar a opinião dos outros, mas que 1+1=2 (independentemente das opiniões). Só uma escola onde se ensina que 1+1=2 pode ensinar o respeito pelos outros. Porque respeita o conhecimento, respeita os alunos, respeita as famílias e respeita os contribuintes que a pagam.
O país pode fazer mais e melhor para vencer o desafio da educação.
Docente do Instituto Superior de Educação e Ciências
Fátima -12 de Outubro
Os dois irmãos, com apenas 7 e 9 anos, que com a prima Lúcia costumavam pastorear na Cova da Iria, foram pouco depois vítimas de pneumonia. Ambos ofereciam os seus sofrimentos pela conversão dos pecadores, pela paz no mundo e pelo Santo Papa.
Fátima
Sempre que lá vou irrito-me com as mesmas coisas (as mil banquinhas e lojinhas) mas impressiono-me sempre um bocadinho mais que na última visita.
Não participámos nas celebrações da noite, fomos à missa do meio dia e meia. Logo aqui chegou um grupo de ciclistas que todos os anos vem do Algarve a Fátima. A cara de alegria deles surpreendeu-me, não era uma alegria do género "finalmente chegámos e podemos descansar!", uma alegria verdadeira, nem o sei explicar.
O dia não estava muito risonho e choveu um bocado, mas isso não demoveu as pessoas e a sua fé; ver as pessoas a pagarem as suas promessas no chão molhado chamou-me a atenção pela sua humildade. Nunca é fácil uma pessoa percorrer um caminho de joelhos, numa atitude de agradecimento humilde, muito menos quando chove e as roupas ficam ensopadas. Mas era fantástico olhar para a cara destas pessoas, nenhuma delas parecia chateada com o facto de estar a chover, não que estivessem com um ar confortavel, mas à sua maneira também se mostravam felizes.
Não consegui de todo mostrar-vos o que queria, nem explicar o que senti mas aqui ficou uma tentativa.
De resto, as viagens correram bem, sempre com os Deolinda como pano de fundo e muita cantoria =b
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Que bom!
Eu sempre achei que os "momentos musicais" dos programas deles nõ tinham piada nenhuma... pois desta vez dou o braço a torcer, foram os dois melhores momentos do programa!
Pino e Lino, Lino e Pino
Rusticos pelo epicurismo
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Povinho
Movimento perpétuo associativo
Agora sim, damos a volta a isto!
Agora sim, há pernas para andar!
Agora sim, eu sinto o optimismo!
Vamos em frente, ninguém nos vai parar!
Agora não, que é hora do almoço...
Agora não, que é hora do jantar...
Agora não, que eu acho que não posso...
Amanhã vou trabalhar...
Agora sim, temos a força toda!
Agora sim, há fé neste querer!
Agora sim, só vejo gente boa!
Vamos em frente e havemos vencer!
Agora não, que me dói a barriga...
Agora não, dizem que vai chover...
Agora não, que joga o Benfica...
e eu tenho mais que fazer...
Agora sim, cantamos com vontade!
Agora sim, eu sinto a união!
Agora sim, já ouço a liberdade!
Vamos em frente, é esta a direcção!
Agora não, que falta um impresso...
Agora não, que o meu pai não quer...
Agora não, que há engarrafamentos...
Vão sem mim, que eu vou lá ter...
















