

Well... Sobretudo sobre TUDO


AS BOTAS...
Num infantário a educadora está a ajudar um menino a calçar as botas. Ela faz força, faz força, e parece impossível; as botas entram muito apertadas.
Ao fim de algum tempo, e a muito custo, uma bota já entrou e a outra já está quase
Nisto diz o miúdo:
- As botas estão trocadas!
A educadora pára, respira fundo, vê que o rapaz tem razão e começa a tirar-lhe as botas novamente.
Mais uma dose de esforço e depois ela torna a tentar colocar-lhe as botas, desta vez nos pés certos.
Ao fim de muito tempo e muito esforço, ela lá é bem sucedida e diz:
- Bolas. Estava a ver que não... custou...
- Sabe é que estas botas não são minhas!
A educadora fecha os olhos, respira fundo e lá começa a descalçar o rapaz novamente. Quando finalmente consegue, diz ao miúdo:
- OK! De quem é que são estas botas, então?
- São do meu irmão! A minha mãe obrigou-me a trazê-las!
A educadora fica em estado de choque, pulsação acelerada, vai respirando fundo, decide não dizer nada e novamente a calçar o rapaz. Mais uma série de tempo e finalmente consegue. No fim diz-lhe:
- Pronto, as botas já estão! Onde é que tens as luvas?
- Pus nas botas!
Público, 2009.12.01
Pedro Lomba
O que se comemora é a independência do país contra um invasor estrangeiro. Mas, hoje, isto da independência significa o quê? Além de virtual, o feriado parece anacrónico. Já não temos nem independência, nem invasores que não tivéssemos consentido ou desejado. O sentimento de sermos independentes na política não esconde o cardápio sombrio das nossas dependências económicas. Estamos em crise e mais dependentes do que nunca do exterior, de Espanha, de quem nos der a mão. A Europa salva-nos todos os dias de um destino de maior desgraça. Neste caso, a dependência só tem sido uma bênção.
A celebração da nossa independência também não esconde as muitas dependências individuais com que cada um vive a sua vida. Em Portugal acumulamos listas indetermináveis de dependências. Dependemos do Estado e, como por cá o Estado se confunde com o Governo, estamos sempre à mercê de quem ganha as eleições. Dependemos de mil e uma leis e regulamentos e de mil e uma interpretações sobre essas leis e regulamentos, de funcionários que dependem de outros funcionários e de superiores que dependem de outros superiores, dos poderes do fisco e dos corredores sinistros da nossa justiça abstrusa e encaracolada. Basta sermos apanhados pelas malhas de um para não sabermos o que esperar. Numa magnífica entrevista ao i, António Barreto explicou o mecanismo psicológico da dependência que continua a crescer entre nós. A dependência é a incubadora do medo e do silêncio. E o medo e o silêncio são os piores inimigos duma democracia livre.
O que há para comemorar então no 1.º de Dezembro?
Há pouco tempo pus-me a pensar na seguinte pergunta: será legítimo uma pessoa gostar e defender o seu país se este, longe de ser recomendável, decente e organizado, for antes um país sem futuro, cheio de oportunistas, cleptomaníacos e governantes sem escrúpulos? Teremos algum dever moral de defender um país que parece ter sido capturado por uma rede de predadores que usa o poder em seu próprio benefício?
Para alguns a resposta é fácil: "o meu país, certo ou errado". Mas este patriotismo retórico nunca me convenceu. O patriotismo não pode ser a exaltação das virtudes de um país contra os outros, nem assistir resignado ao nosso envilecimento colectivo. Para minha informação, o meu amigo Eduardo Nogueira Pinto fez-me ver há tempos que aquela frase célebre tem uma formulação mais completa: "O meu país, certo ou errado: se certo, que se mantenha certo; se errado, que se torne certo".
Quer dizer então que a liberdade de existirmos como país não serve de nada se não formos exigentes, críticos, insatisfeitos, até que os aldrabões e os governantes sem escrúpulos saiam dos lugares que ocupam. Os conjurados de 1640 estavam descontentes com quem os governava e resolveram por isso agir. Este é o único sentido de independência que ainda nos sobra. Já que este país é o nosso, não vamos deixar que no-lo estraguem ainda mais. É uma luta permanente. Jurista
Hoje a minha querida Pilar faz quinze anos.
O seu nome vem de Nossa Senhora do Pilar. Todos os dias que estou com ela são para mim um milagre e uma oportunidade de reconhecer uma Presença extraordinária. Neste dia, rezo à Virgem do Pilar pela Pilar e também pelos meninos da minha catequese.
Consagração a Nossa Senhora do Pilar
Virgem Imaculada! Minha Mãe! Maria!
Eu vos renovo, hoje e para sempre
a consagração de todo o meu ser para que disponhais de mim
para o bem de todas as pessoas.
Somente vos peço, minha rainha e mãe da igreja,
força para cooperar fielmente
na vossa missão de trazer
o reino de Jesus ao mundo.
ó Maria concebida sem pecado!
rogai por nós que recorremos a vós
e por todos quantos recorrem
a vós, de modo particular as famílias de nossa comunidade paroquial,que vos venera com o título de Senhora do Pilar.
Veja bem, meu bem
Sinto te informar
Que arranjei alguém
Prá me confortar
Este alguém está
Quando você sai
Eu só posso crer
Pois sem ter você
Nestes braços tais...
Veja bem, amor
Onde está você?
Somos no papel
Mas não no viver
Viajar sem mim
Me deixar assim
Tive que arranjar
Alguém prá passar
Os dias ruins...
Enquanto isso
Navegando eu vou sem paz
Sem ter um porto
Quase morto, sem um cais
E eu nunca vou
Te esquecer, amor
Mas a solidão
Deixa o coração
Neste leva-e-trás...
It started out as a feeling
Which then grew into a hope
Which then turned into a quiet thought
Which then turned into a quiet word
And then that word grew louder and louder
’till it was a battle cry
I’ll come back..
When you call me
No need to say good bye
Just because everything’s changing
Doesn’t mean it’s never been this way before
All you can do is try to know who your friends are
As you head off to the war
Pick a star on the dark horizon
And follow the light
You’ll come back when its over
No need to say good bye
You’ll come back when it’s over
No need to say good bye.
Now we’re back to the beginning
It’s just a feeling and no one knows yet
But just because they can’t feel it too
Doesn’t mean that you have to forget
Let your memories grow stonger and stonger
’til they’re before your eyes
You’ll come back
When they call you
No need to say good bye
You’ll come back
When they call you
No need to say good bye
Regina Specktor
Eu gosto da praia
À hora das gaivotas
Quando a maré desce
E tudo fica mais calmo
Quando o sol dourado
Despenteia o teu cabelo
E um só sorriso teu
Desfaz o meu pesadelo
Tens os pés na areia
E o olhar sobre as ondas
Por muito que o estendas
Não quero que te escondas
Sabes o mar é bruto
Mas pode ajudar
A ter outra vez
Vontade de gostar
Ao longe desfaz-se
A linha do horizonte
E tu já voltaste
Desse sitio onde foste
Protege os teus ombros
Com o meu braço esquecido
E um só sorriso teu
E eu já não estou perdido
E um só sorriso teu
E eu já não estou perdido
E um só sorriso teu
E eu já não estou perdido
Eu gosto da praia à hora das gaivotas.
Eu gosto de ti.
Tim