sábado, 15 de maio de 2010
Katia Guerreiro - Recado
Estou aqui como se te procurasse
A fingir que não sei aonde estás.
Queria tanto falar-te e se falasse
Dizer as coisas que não sou capaz.
.
Dizer, eu sei lá, que te perdi
Por não saber achar-te à minha beira
E na casa deserta então morri
Com a luz do teu sorriso à cabeceira.
.
Queria tanto falar-te e não consigo
Explicar o que se sofre, o que se sente
E perguntar como ao teu retrato digo
Se queres casar comigo novamente.
António Lobo Antunes
sábado, 8 de maio de 2010
domingo, 25 de abril de 2010
HAPPENING 2010
Feridos, voltemos a Cristo
Caro director,
Assustados pela nossa incapacidade de responder à exigência de justiça que emergia do profundo do coração.
O pedido de responsabilidade, o reconhecimento do mal feito, a reprovação dos erros cometidos na condução dos eventos, tudo nos parece totalmente insuficiente diante deste mar de mal. Nada parece bastar. Compreendem-se, assim, as reacções irritadas que pudemos ver nestes dias.
Tudo isso serviu para colocar diante dos nossos olhos a natureza da nossa exigência de justiça.
É sem confins. Sem fundo. Tanto quanto o é, também, a profundidade da ferida. Incapaz de ser esgotada tão infinita é. Por isso, é compreensível a impaciência, até mesmo a desilusão das vítimas, mesmo depois do reconhecimento dos erros: nada basta para satisfazer a sua sede de justiça. É como se tocássemos um drama sem fundo.
Deste ponto de vista, os autores dos abusos encontram-se, paradoxalmente, diante de um desafio semelhante ao das vítimas: nada é suficiente para reparar o mal feito. Isto não quer dizer tirar deles a responsabilidade, muito menos a condenação que a justiça lhes poderá mpor. Não bastará nem mesmo cumprir toda a pena.
Se esta é a situação, a questão ardente – que ninguém pode evitar – é tão simples quanto inexorável: “Quid animo satis?”. O que pode saciar a nossa sede de justiça? Neste ponto, chegamos a tocar com a mão toda a nossa incapacidade, genialmente expressa no Brand de Ibsen: “Responde-me, ó Deus, na hora em que a morte me assalta: não é, pois, suficiente toda a vontade de um homem para conseguir uma só parte da salvação?”. Ou, dito com outras palavras: pode toda a vontade do homem conseguir realizar a justiça pela qual ansiamos?
Por isso, mesmo aqueles mais exigentes, mais ávidos na pretensão da justiça, não serão leais até o fundo de si mesmos com a sua exigência de justiça, se não enfrentam esta sua incapacidade, que é a de todos. Se isso não acontecesse, sucumbiríamos a uma injustiça ainda mais grave, a um verdadeiro “assassinato” do humano, porque, para poder continuar a gritar justiça segundo a nossa medida, devemos fazer calar a voz do nosso coração. Esquecendo as vítimas e abandonando-as ao seu próprio drama.
Na sua audácia desarmante, o Papa, paradoxalmente, foi aquele que não sucumbiu a esta redução da justiça a uma medida qualquer. De um lado, reconheceu sem hesitação a gravidade do mal cometido por padres e religiosos, exortou-os a assumirem a responsabilidade, condenou o modo errado com o qual alguns bispos geriram o evento por medo do escândalo, expressando toda a consternação que experimentava pelos factos acontecidos, e tomando providências para evitar que se repitam.
Mas, de outro lado, Bento XVI é bem consciente de que isto não é suficiente para responder às exigências de justiça pelo dano infligido: “Sei que nada pode cancelar o mal que suportastes. A vossa confiança foi traída, e a vossa dignidade foi violada”.
Assim como o facto de cumprir a pena, ou o arrependimento e a penitência dos causadores dos abusos, não será nunca suficiente para reparar o dano acarretado às vítimas e a eles mesmos.
É mesmo o seu reconhecimento da verdadeira natureza da nossa necessidade, do nosso drama, o único modo para salvar – para levar a sério e para considerar – toda a nossa exigência de justiça.
“A exigência de justiça é uma pergunta que se identifica com o homem, com a pessoa. Sem a perspectiva de um outro, de uma resposta que está para além das modalidades existenciais experimentáveis, a justiça é impossível... Se fosse eliminada a hipótese de um 'além', aquela exigência seria sufocada artificialmente” (Dom Giussani).
E como o Papa a salvou? Apelando ao único que pode salvá-la.
Alguém que torne presente o além no aquém: Cristo, o Mistério feito carne. “Ele mesmo vítima de injustiça e do pecado. Como vós, Ele carrega ainda as feridas do Seu injusto sofrimento. Ele compreende a profundidade da vossa pena e a persistência do seu efeito nas vossas vidas e nos vossos relacionamentos com os outros, inclusivé os vossos relacionamentos com a Igreja”.
Apelar a Cristo, portanto, não é buscar um subterfúgio para escapar diante da exigência da justiça, mas é o único modo para realizá-la plenamente. O Papa apela a Cristo, evitando um obstáculo de facto traiçoeiro: o de retirar Cristo da Igreja valendo-se do argumento de que ela está muito cheia de "sujeira" para poder levá-Lo. A tentação protestante está sempre à espreita. Seria muito fácil, mas teria um preço muito alto, perder Cristo. Porque, lembra o Papa, “é na comunhão com a Igreja que encontramos a pessoa de Jesus Cristo”.
Por isso, consciente da dificuldade de vítimas e culpados a “perdoar ou serem reconciliados com a Igreja”, ousa pedir que, aproximando-se de Cristo e participando da vida da Igreja, possam “chegar a redescobrir o infinito amor de Cristo por cada um de vós”, o único capaz de curar as suas feridas e reconstruir a sua vida.
Este é o desafio diante do qual estamos todos, incapazes de encontrar uma resposta para os nossos pecados e para o dos outros: aceitar participar da Páscoa que celebramos nestes dias, o único caminho para ver reflorescer a esperança.
Julian Carrón,
La Republica, 4 de Abril 2010
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Deolinda

http://www.youtube.com/watch?v=6yOQv8TnvQA
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Lobby laicista contra Papa: grande boato do “New York Times”
Por Massimo Introvigne
ROMA, quinta-feira, 25 de março de 2010 (ZENIT.org).- Se existe um jornal que me vem à mente quando se fala de lobbies laicistas e anticatólicos, este é o New York Times. No dia 25 de março de 2010, o jornal de Nova York confirmou esta vocação sua com um incrível boato relativo a Bento XVI e ao cardeal secretário de Estado, Tarcisio Bertone.
Segundo o jornal, em 1996, os cardeais Ratzinger e Bertone teriam ocultado o caso – indicado à Congregação para a Doutrina da Fé pela arquidiocese de Milwaukee – relativo a um padre pedófilo, Lawrence Murphy. Incrivelmente – após anos de esclarecimentos e depois que o documento foi publicado e comentado amplamente em meio mundo, desvelando as falsificações e erros de tradução dos lobbies laicistas –, o New York Times ainda acusa a instrução Crimen sollicitationis, de 1962 (na verdade, 2ª edição de um texto de 1922) de ter agido para impedir que o caso Murphy fosse levado à atenção das autoridades civis.
Os fatos são um pouco diferentes. Por volta de 1975, Murphy foi acusado de abusos particularmente graves e desagradáveis em um colégio para menores surdos. O caso foi imediatamente denunciado às autoridades civis, que não encontraram provas suficientes para proceder contra Murphy. A Igreja, nesta questão mais severa que o Estado, continuou com persistência indagando sobre Murphy e, dado que suspeitava que ele fosse culpado, limitou de diversas formas seu exercício do ministério, apesar de que a denúncia contra ele tinha sido arquivada pela magistratura correspondente.
Vinte anos depois dos fatos, em 1995 – em um clima de fortes polêmicas sobre os casos dos “padres pedófilos” –, a arquidiocese de Milwaukee considerou oportuno indicar o caso à Congregação para a Doutrina da Fé. A indicação era relativa a violações da disciplina da confissão, matéria de competência da Congregação, e não tinha nada a ver com a investigação civil, que havia sido levada a cabo e que havia sido concluída 20 anos antes. Também é preciso observar que, nos 20 anos precedentes a 1995, não houve nenhum fato novo nem novas acusações feitas a Murphy. Os fatos sobre os quais se discutia eram ainda aqueles de 1975.
A arquidiocese indicou também a Roma que Murphy estava moribundo. A Congregação para a Doutrina da Fé certamente não publicou documentos e declarações 20 anos depois dos fatos, mas recomendou que se continuasse limitando as atividades pastorais de Murphy e que lhe fosse pedido que admitisse publicamente sua responsabilidade. Quatro meses depois da intervenção romana, Murphy faleceu.
Este novo exemplo de jornalismo lixo confirma como funcionam os “pânicos morais”. Para desonrar a pessoa do Santo Padre, desenterra-se um episódio de 35 anos atrás, conhecido e discutido pela imprensa local já na década de 70, cuja gestão – enquanto era da sua competência e 25 anos depois dos fatos – por parte da Congregação para a Doutrina da Fé foi canônica e impecável, e muito mais severa que a das autoridades estatais americanas.
De quantas destas ‘descobertas’ ainda temos necessidade para perceber que o ataque contra o Papa não tem nada a ver com a defesa das vítimas dos casos de pedofilia – certamente graves, inaceitáveis e criminais, como Bento XVI recordou com tanta severidade –, mas que tenta desacreditar um pontífice e uma Igreja que incomodam os lobbies pela sua eficaz ação de defesa da vida e da família?
quarta-feira, 31 de março de 2010
Sempre fiéis
Infelizmente, não há muito que eu possa fazer sem ser rezar...
Não posso no entanto deixar de dizer:
"Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação e preserverantes na oração"
segunda-feira, 22 de março de 2010
Mafalda Veiga - Uma noite para comemorar
Esta é só uma noite para partilhar
qualquer coisa que ainda podemos guardar cá dentro
um lugar a salvo
Para onde correr
Quando nada bate certo
E se fica a céu aberto
Sem saber o que fazer
Esta é uma noite para comemorar
Qualquer coisa que ainda podemos salvar do tempo
um lugar para nós
onde demorar
Quando nada faz sentido
E se fica mais perdido
e se anceia pelo abraço de um amigo
Esta é só uma noite para me vingar
do que a vida foi fazendo sem nos avisar
foi-se acumulando em fotografias
em distâncias e saudades
Numa dor que nunca acaba
e faz transbordar os dias
Esta é uma noite para me lembrar
Que há qualquer coisa infinita como um firmamento
Um sorriso, um abraço
Que transcende o tempo
e ter medo como dantes
de acordar a meio da noite
a precisar de um regaço
Esta é só uma noite para partilhar
Qualquer coisa que ainda podemos guardar cá dentro
Um lugar a salvo
Para onde correr
Quando nada bate certo
E se fica a céu aberto
Sem saber o que fazer
Esta é uma noite para comemorar
Qualquer coisa que ainda podemos salvar do tempo
Um lugar para nós
Onde demorar
Quando nada faz sentido
E se fica mais perdido
e se anceia pelo abraço de um amigo
sexta-feira, 5 de março de 2010
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
domingo, 21 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
domingo, 7 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Depois de uma looonga semana!
Honey I'm home
The car won't start--it's Falling apart falling apart
I was late for work and the boss got smart
My pantyline shows--got a run in my hose
My hair went flat--man, I hate that (hate that)
Just when I thought things couldn't get worse
I realized I forgot my purse
With all this stress--I must confess
This could be worse than PMS
This job ain't worth the pay
Can't wait 'til the end of the day
Honey, I'm on my way
Hey! Hey! Hey! Hey!
Honey, I'm home and I had a hard day
Pour me a cold one and oh, by the way
Rub my feet, gimme something to eat
Fix me up my favorite treat
Honey, I'm back, my head's killing me
I need to relax and watch TV
Get off the phone--give the dog a bone
Hey! Hey! Honey, I'm home!
I broke a nail opening the mail
I cursed out loud 'cause it hurts like hell
This job's a pain--it's so mundane
It sure don't stimulate my brain
This job ain't worth the pay
Can't wait 'til the end of the day
Hey honey, I'm on my way
Hey! Hey! Hey! Hey!
Honey, I'm home and I had a hard day
Pour me a cold one and oh, by the way
Rub my feet, gimme something to eat
Fix me up my favorite treat
Honey, I'm back, my head's killing me
I need to relax and watch TV
Get off the phone--give the dog a bone
Hey! Hey! Honey, I'm home!
Oh, rub my neck will ya
Hey, Hey, Hey, Hey, Hey
Honey, I'm home and I had a hard day
Pour me a cold one and oh, by the way
Rub my feet, gimme something to eat
Fix me up my favorite treat
Honey, I'm back, my head's killing me
I need to relax and watch TV
Get off the phone--give the dog a bone
Hey! Hey! Honey, I'm home!
I'm home, ooh that feels much better
Shania Twain
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
2010 - Disney em grande!


