sábado, 22 de novembro de 2008
O meu dia; "Ser simples é ser decidido".
E como podem calcular passei toda a semana preocupada com o que havia ou não de dizer. Perguntei ao Mix, a Maria Seabra, a Francesca,..., aquilo que devia dizer e a resposta foi sempre a mesma; A Tua experiência.
Hum.. ok.. e agora ?? Não era claro e no entanto tinha de o fazer.
Pensar na minha vida, na minha experiência ajudou-me a fazer um juízo do caminho que fiz até hoje, a fazer um juízo da minha própria vida.
Hoje estava muito nervosa antes do testemunho, principalmente depois do Don Luis Mi ter dito que eu devia falar entre 20 à 30 minutos. Tinha uns tópicos escritos no caderno e tentei segui-los.. well.. tentei porque as tantas já estava com a 5 mudança ia a 200 e sem tempo para olhar para os sinais... !!! hhehehe
Comecei por contar como entrei para o movimento.
Eu vim para Portugal dom 13 anos. A minha mãe educou-me sempre ao Cristianismo, ensinou-me a rezar antes de dormir e quando havia qualquer coisa que me afligia. Mas nunca me ensinou a viver no Católicismo.
Entrei no 8ºano e para o espanto de qualquer um só havia 2 meninas na turma (eu e outra rapariga Brasileira). Escusado será dizer que ficamos muito amigas.. Que remédio !
Os meus pais inscreveram-me nas aulas de Religião e Moral, para o meu desagrado pois na altura o que mais queria era andar a passear com a minha nova amiga. De facto era o que eu fazia, baldava-me.
Quando ia as aulas até gostava de lá estar, gostava bastante do meu professor de Moral: Fechi. Mas não percebia metade das coisas que falava, estava constantemente distraída !
O Fechi a pouco e pouco foi apresentando aos meus amigos o movimento Comunhão e Libertação, com passeios, escolas de comunidade, cafésadas, etc.., simplismente sendo amigo destes jovens. E eu continuava desinteressada. Só vi o que tinha a frente quando o meu irmão passou a voltar para casa estranhamente contente. Digo estranhamente porque ele não costumava ser assim, havia qualquer coisa de diferente na maneira como via, ouvia, sentia, vivia as coisas.
Então, neste contexto de bocadinho a bocadinho o meu interesse por aquela estranha Felicidade acordou e despertou um desejo de perceber e viver aquilo que o meu irmão experimentava.
O ponto culminante deste fascínio foi as férias de verão.. ou melhor, quando o Xande voltou dessas férias. Não me lembro ao certo das coisas que disse mas recordo-me que o meu desejo de viver o mesmo que o meu irmão vivia tornava-se uma certeza. E a certeza foi; Eu também quero ir, vou ao próximo passeio ou encontro. E de facto fui.
O primeiro passeio grande desse ano foi à Serra da Estrela. Eu estava fascinada com toda aquela brancura pois nunca tinha visto tanta neve junta e poder tocar-lhe e jogar e saltar e correr e blábláblá nesse novo cenário foi algo que me marcou. A Beleza, foi a Beleza daquele sitio que me marcou mais nesse passeio. Tanto porque ainda era bastante desatenta nos encontros.
Aquilo era fabuloso. Aquilo do movimento, aquela ideia que tinha era tudo fantástico, nostálgico. Em qualquer passeio, graças ao fechi completavamos quase dois autocarros só com pessoas do restelo. Mas Cristo pregou-nos uma partida, o Fechi mudou para outro liceu. E agora?? Como seria estar, pertencer ao movimento sem o nosso querido professor? Pois.. na realidade foi bastante difícil, passamos a fazer escola de comunidade a noite e pior do que isso.. as pessoas deixaram de vir as coisas organizadas pelo CL. Os meus amigos mais chegados começaram a deixar de ir.... Fiquei sem companhia?? Claro que me passou pela cabeça desistir como eles mas não podia nem queria ser desonesta com o desejo, com a semente de desejo que crescia no meu coração. Tive o desagrado de ver os meus amigos tornarem-se Punks anarquistas, continuava com eles no Liceu mas já não era a mesma coisa. Enquanto o tempo passava, passavam também as amizades.. aos poucos fomos nos deixando de falar até que deixamos de falar de vez. Claro que se os encontro na rua falo-lhes mas os cafés, as parvoeiras, a companhia, foi-se. Apesar de tudo sai a ganhar. Não que seja bom perder amigos mas ganhei pelo caminha que escolhi. Continuo na estrada para Cristo, claro que podia me ter enganado e depois ter voltado (ou não!) mas prefiro viver todos os dias esta aventura de encontrar Cristo em cada olhar e palavra que vejo ou oiço.
Em 2004 houve a proposta para fazer o Crisma. Eu naquela altura não tinha sequer a 1ª comunhão e interessava-me imenso fazer-lá porque já ia a missa a sério todos os domingos e faltava-me, num modo bruto de dizer, comer o corpo de Cristo, perceber o que era isso do corpo de Cristo.
Comecei a ir a Catequese liderada pela ex. pessoa Madalena Fontoura e pelo Gonçalinho (creio..). Mas não passou muito para que começasse a baldar-me a este encontro. A minha mãe vive no Brasil mas nessa altura estava em Portugal e era uma óptima razão para não ir a catequese com mais 50 e tal pessoas que mal conhecia.
Em meados de Fevereiro a Madalena veio ter comigo e disse-me que eu já não podia fazer o Crisma, só a primeira comunhão porque praticamente não tinha me preparado para tal. A posição foi justa, eu disse que sim que tinha razão mas por dentro estava mais irritada do que nunca ( a tal gabardina que Don Giussane fala no ponto da obediência, gesto do eu).
No mesmo mês fui convidada a ir a Itália para o Tríduo - preparação para a Páscoa. Vêem a controversa?? Levava o movimento a sério mas não o Crisma?? Que sentido que isto faz? Pois.. certo quem diz que nenhum !!
Em Abril, uma semana antes de fazer anos estava pronta para ir para Itália.. hum.. será? Faltava-me o visto, ou a assinatura para poder viajar porque ainda não tinha 18 anos. Mas houve um pequenino problema... a minha mãe já não estava em Portugal e sendo os meus pais separados precisava da assinatura dos dois. Quando fui alegre e contente ao cartório para receber o tal carimbo de autorização fui barrada, a senhora dizia-me que não porque a minha mãe tinha de assinar... Já estava cheia de lagrimas na cara quando apareceu a nossa Sofia com a mãe, ia também receber o carimbo.. Também ? Quando se apercebeu de que eu não podia ir porque não havia maneira de receber o carimbo na carta ficou "fora de si", praticamente contou a minha vida toda e explicou o que era o movimento e porque era importante irmos (exagero óbvio). Não sei como fez mas sei que tive o visto para viajar !!!!!!! E foi o que fizemos..
A experiência de Itália encheu-me o coração de tal maneira que quando voltei a minha mãe reconheceu em mim uma Felicidade que eu ainda desconhecia e desse reconhecimento nasceu um juízo... Porque estava eu contente?? A verdade é que estava certa do que era Cristo na minha vida e desejava profundamente continuar a viver-lo.
E percebi que tinha de ir ao retiro de Crisma, fazendo ou não o Crisma se queria viver verdadeiramente aquilo que me estava a acontecer devia obedecer a circunstância e assim fiz.
Fui, cheia de medo ao retiro de um fim de semana. No primeiro almoço sentei-me numa mesa com pessoas que mal conhecia e durante o almoço comecei a contar como tinha sido Itália, não me lembro quem eram e nem sei se elas se lembram do que eu disse mas no fim do almoço a Madalena foi ter comigo e disse-me que afinal devia fazer o Crisma, não me disse o que tinha visto mas creio que tinha visto uma presença que não conhecia porque, simplismente, não me conhecia.
E foi assim que eu fiz o Crisma. No dia 11 de Maio de 2005 disse sim a igreja, a Cristo.
E por cá continuo.
Percebi naquela altura que Cristo não acaba quando os nossos amigos se vão embora, não desaparece quando somos crismados, não se nos abandona quando não percebemos.
É preciso estar-se atento aos sinais pois só assim somos contemplados pela sua Graça.
No fim o Mix perguntou algumas coisas e alguns miúdos disseram outras mas o mais importante para mim foi mesmo no finalzinho...
quando todos já estavam de pé a irem embora um deles veio ter comigo e perguntou; "Como é que saber que é Cristo?"
Querem pergunta mais frontal e mais pessoal que esta ?!?!?!?!
A primeira coisa que pensei foi.. Mas que idiota que raio de pergunta mas no segundo a seguir o meu coração encheu-se de qualquer coisa que não medo. Dei-lhe exemplos da minha vida e depois perguntei-lhe "se isto não for Cristo o que é?" ele não me soube responder. Depois ainda pedi que fizesse um trabalho, que durante as próximas duas semanas ele havia de estar atento para poder reconhecer Cristo num olhar ou numa palavra ou num gesto ou numa paisagem ou... e que depois falávamos. Pedi-lhe para estar atento.
Sendo assim veremos o que irá acontecer tanto a este menino como a mim.
Grande beijinho aos meus amigos que me acompanham nesta estrada.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
domingo, 9 de novembro de 2008
Finalmente!
Para mais informações vejam o site

quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Atentado mudou visão de João Paulo II sobre Fátima e despertou admiração por portugueses
Não queria deixar de postar qualquer coisa sobre isso, assim, deixo-vos a noticia que saiu no Destak.
"O antigo secretário de João Paulo II Stanislaw Dziwisz revelou hoje que o atentado falhado na Praça de São Pedro, em Roma, mudou a visão do anterior Papa sobre Fátima, despertando a sua admiração pelos peregrinos portugueses.
Lusa
O agora cardeal-arcebispo de Cracóvia encontra-se em Portugal para assinalar os 40 anos da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa e a abertura da exposição "Karol Wojtyla - a fé, o caminho, a amizade. Excursões com os amigos (1952 - 1954)".
Numa conversa com os jornalistas na Embaixada da Polónia, o purpurado e antigo secretário pessoal do Papa, recordou João Paulo II como “um homem de grande pensamento e sobretudo de grande oração”, abordando a sua ligação a Fátima e da tentativa de atentado durante a sua primeira visita a Portugal a de 12 de Maio de 1982.
Recordou ainda as três vezes que esteve em Fátima a acompanhar o Santo Padre e falou da sua afeição pelo homem que acompanhou durante 38 anos.
“Posso dizer que tenho uma grande recordação das três visitas do Papa a Portugal” e “não posso esquecer quando veio para agradecer à Nossa Senhora de Fátima pela sua vida”, começou por contar Stanislaw Dziwisz.
O cardeal polaco adiantou que João Paulo II estava convicto que a Nossa Senhora de Fátima o “salvou do grande perigo que foi o atentado na Praça de São Pedro”, a 13 de Maio de 1981, protagonizado pelo turco Ali Agca.
Nas palavras do cardeal polaco, este momento mudou a atitude de João Paulo II sobre Fátima: “antes do atentado, não se ocupava muito da mensagem de Fátima, mas certamente conhecia o Santuário e sabia da devoção a Nossa Senhora, muito difundida em todo o mundo”.
“Mas logo depois do atentado na Praça de São Pedro, a sua atitude mudou. Ficou convencido que a Nossa Senhora de Fátima o salvou e ele mesmo entrou no segredo da mensagem de Fátima”, sublinhou.
A terceira parte do segredo de Fátima foi interpretada pelo Vaticano como uma referência ao atentado falhado de 1981, ligando pessoalmente João Paulo II à mensagem mariana da Cova da Iria.
O religioso lembrou nas Aparições, Nossa Senhora havia pedido a consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria, o que se cumpriu com a “presença de todos os bispos [russos] na Praça de São Pedro” e com o testemunho de muitos bispos do Leste da Europa, já no pontificado de João Paulo II
“Hoje sabemos que essa mudança foi enorme, a maior revolução que aconteceu no mundo sem derramamento de sangue”, sublinhou.
Portugal era muitas vezes motivo de conversa entre Stanislaw Dziwisz e Karol Wojtyla, sobretudo nas datas de 13 de Maio e 13 de Outubro, ocasião em que o Santo Padre se dirigia à varanda na Praça de São Pedro e rezava e cantava o “Avé Maria”.
“Isso aproximava-o do povo português”, disse Stanislaw Dziwisz, contando que João Paulo II admirava a devoção dos fiéis a Nossa Senhora de Fátima, com milhares de pessoas a rezar em uníssono.
O Papa “não podia deixar de admirar a devoção, oração e capacidade de sacrifício dos peregrinos”, frisou.
O arcebispo de Cracóvia lembrou outro momento na vida do Papa, aquando da sua primeira visita a Portugal para agradecer à Virgem por tê-lo salvo do atentado sofrido em Roma.
“Foi um facto gravíssimo. O Papa dirigia-se ao altar quando um homem com vestes eclesiásticas se dirigiu a ele para o atingir, mas Graças a Deus foi bloqueado”, disse Dziwsz, aludindo ao ataque protagonizado pelo padre espanhol Juan Krohn que foi preso e condenado por tentativa de homicídio.
Segundo Dziwisz, o Papa acabou a celebração, benzeu Krohn e ficou desapontado com a situação, sobretudo por terem atirado o agressor ao chão.
“Ele quis defendê-lo mas havia muita confusão”, lembrou.
O arcebispo contou que quando regressavam a casa viu manchas de sangue, mas o Karol Wojtyla deu-lhe “pouca importância porque não representou nenhum perigo para a sua vida e para não aumentar a atmosfera de fricção”.
O Papa era uma “pessoa delicada e sensível e não deu a conhecer esta situação para não prejudicar o agressor e não aumentar a atmosfera de tensão”, sustentou, contanto que João Paulo II perdoou logo o agressor, foi vê-lo ao hospital e à prisão e chamava-o de “irmão”.
“Isto fazem os santos, não há mais nada a dizer”, frisou.
Sobre a admiração das pessoas por João Paulo II, o cardeal polaco disse que continua a haver uma “contínua procissão de pessoas que continuam a acorrer à sua sepultura para rezar por ele”.
“Ele pouco falava nos últimos anos de vida, mas sentia muito. Era muito sensível ao sofrimento dos outros e rezava por eles, mesmo até durante as audiências”, lembrou com saudade.
Sobre a beatificação de João Paulo II, o cardeal polaco afirmou apenas que “a decisão principal foi tomada, esperamos os sinais do céu”."
domingo, 2 de novembro de 2008
Papa convida universitários a buscarem "verdadeira sabedoria"
CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 31 de outubro de 2008
O Papa pediu aos estudantes universitários na tarde desta quinta-feira que não busquem a "sabedoria deste mundo", segundo critérios humanos, mas a "verdadeira sabedoria" que vem de Deus, durante a inauguração do ano acadêmico das universidades pontifícias e eclesiásticas de Roma.
Após uma missa celebrada na Basílica de São Pedro, presidida pelo cardeal Zenon Grocholewski, prefeito da Congregação para a Educação Católica, o Papa dirigiu um discurso aos presentes, no qual afirmou que a busca desta "sabedoria divina" não se opõe ao conhecimento humano, mas é uma questão de atitude.
A "sabedoria deste mundo", explicou o Papa, "é um modo de viver e de ver as coisas prescindindo de Deus e seguindo as opiniões dominantes, segundo os critérios do êxito e do poder".
Ao contrário, acrescentou, a "sabedoria divina" consiste em "seguir a mente de Cristo, que é quem nos abre os olhos do coração para seguir o caminho da verdade e do amor".
Esta contraposição que São Paulo faz "não se identifica com a diferença entre a filosofia, por uma parte, e a filosofia e as ciências, por outra".
O que denuncia é, explicou, "o veneno da falsa sabedoria, que é o orgulho humano. Não é, portanto, o conhecimento em si que pode causar dano, mas a presunção, o vangloriar-se de onde chegou – ou se presume ter chegado – o conhecimento".
O apóstolo, acrescentou o Santo Padre, "não quer em absoluto conduzir a uma desvalorização do empenho humano necessário para o conhecimento; o que Paulo pretende sublinhar – e o faz sem hesitar – é o que é que realmente vale para a salvação e o que, ao contrário, pode trazer a divisão e a ruína".
O que São Paulo combate, reafirmou o pontífice, é "um tipo de soberba intelectual, na qual o homem, inclusive sabendo muito, perde a sensibilidade pela verdade e a disponibilidade para abrir-se à novidade da atuação divina".
"Esta não é uma postura anti-intelectual, não é oposição à recta ratio", acrescentou.
O bispo de Roma convidou os estudantes a "considerar a formação espiritual segundo o pensamento de Cristo, fundamental para vós", e "verdadeira perspectiva de vossos estudos".
"Para conhecer e compreender as coisas espirituais, é preciso ser homens e mulheres espirituais, porque quando se é carnal, recai-se inevitavelmente na necedade, ainda que se estude muito e se seja 'douto' e 'sutil pensador deste mundo'", acrescentou.
"Permanecendo fiéis a esse Jesus que Maria nos oferece, ao Cristo que a Igreja nos apresenta, podemos empenhar-nos intensamente no trabalho intelectual, interiormente livres da tentação do orgulho e gloriando-nos sempre e só no Senhor", concluiu.
Zenit
domingo, 26 de outubro de 2008
cacao meravigliao
esperi chi gosti
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Só para dizer que...
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Rapaz de camisola verde e Saia rodada
Saia rodada
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Oh Diana !!!
Quem diria que o Greese preferiria uma Sandy !!!!!!
HAHA
sábado, 18 de outubro de 2008
Quando o pânico se instaura!
A crise instaurou-se na passada quinta-feira, numa reunião de estágio, quando lhes falaram da video-formação (quem quiser saber o que é a video formação contacte com as autoridades competentes), algo que iriam ter de novo nas suas manhãs de estágio. A segunda crise instalou-se momentos após, quando deram as datas dessa dita Video Formação e a primeira rapariga descobriu que tinha pouco tempo para conhecer as crianças e a terceira tinha essa Video Formação dentro de um mês.
A terceira rapariga. muito nervosa, nem sabia o nome desse tal pânico (Video Formação) e só dizia: Video Aula? Video Conferência?
A terceira crise de pânico foi a mais forte, foi na passada sexta-feira, por isso, um dia depois das suas reuniões de pânico, quando finalmente tiveram acesso à turma onde as duas ultimas raparigas iriam ter a dita VF (Video Formação). As crianças, digamos, não eram de todo a paz de alma, muito pelo contrário, ficaram em estado de choque!! Tal foi o choque que no fim, Teresinha disse:
-O que vamos ter não é Video Formação, é Video Vigilância!!
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Só uma escola exigente é democrática
Pedro Picoito
Condenar todos os alunos à mediocridade é o melhor que a democracia portuguesa tem para lhes oferecer?
Por estes dias, milhão e meio de alunos portugueses voltam às aulas. Vão encontrar um sistema de ensino burocratizado, centralista e ineficiente. Irão para a escola que o Estado impõe aos seus pais, de acordo com a área de residência ou de trabalho. Talvez não tenham ainda todos os professores nos primeiros dias, porque a colocação de contratados é um processo nacional de tentativa e erro. Alguns acabarão o ano sem dar todo o programa de Português ou de Matemática por causa da indisciplina dos colegas ou da desmotivação dos professores. Vão encontrar, sobretudo, um sistema que, ao fim de um século de ensino obrigatório, ainda não ultrapassou o maior desafio da escola pública: conciliar a igualdade de oportunidades e a procura da excelência. É o mesmo dilema entre a paixão da igualdade e a paixão da liberdade que Tocqueville via no coração da democracia moderna. Na França jacobina, a igualdade do Terror venceu a liberdade da Revolução. Com as devidas distâncias de uma analogia histórica, algo de semelhante se passa hoje no ensino português.
Vejamos um exemplo: os exames nacionais. O Governo socialista anunciou há dias, com retumbante publicidade, que a taxa de retenções (ou "chumbos") no ensino básico e secundário do ano passado foi a mais baixa da década. No entanto, segundo a Sociedade Portuguesa de Matemática e a Associação de Professores de Português, isso aconteceu porque os exames foram deliberadamente facilitados. Nivelaram-se as notas para embelezar as estatísticas. O Ministério da Educação esquece que este admirável mundo novo da igualdade acaba também com o incentivo à excelência. Para quê estudar, se Maria de Lurdes Rodrigues dará a todos os alunos, no fim do ano, outro milagre das rosas?
Mas será isso verdadeiramente democrático? Condenar todos os alunos à mediocridade, mesmo aqueles que pelo seu esforço chegariam mais longe, é o melhor que a democracia portuguesa tem para lhes oferecer?
Acredito que não. Só uma escola exigente é democrática. O ensino formal que os mais pobres não receberem na escola dificilmente virão a receber em contextos informais como a família ou a comunidade local. E, sem um ensino de qualidade, entrarão na vida activa em desvantagem - se conseguirem entrar na vida activa.
Só um sistema que permite a real liberdade de escolha dos pais é socialmente justo. Se as famílias estão descontentes com uma escola, devem ter o direito de optar por outra dentro do sistema público. Não há real liberdade de escolha, se o Estado limita a opção à ditadura do número da porta. Ou à largueza da bolsa doméstica.
Essa exigência e essa liberdade só serão possíveis com a avaliação das escolas. Não basta avaliar os professores para melhorar o ensino. Um professor não trabalha isolado - e, se o faz, algo vai mal. Há que avaliar os resultados de cada escola, responsabilizando as direcções e dando-lhes a maior autonomia pedagógica e administrativa para criar um projecto educativo próprio.
É urgente reforçar o peso científico dos programas. Os alunos não têm que passar mais tempo nas aulas: basta diminuir a carga, de resto muito ideológica, das áreas curriculares não-disciplinares. A disciplina de Português não tem que ensinar tolerância e multiculturalismo, mas gramática e ortografia. A disciplina de Matemática não tem que ensinar a respeitar a opinião dos outros, mas que 1+1=2 (independentemente das opiniões). Só uma escola onde se ensina que 1+1=2 pode ensinar o respeito pelos outros. Porque respeita o conhecimento, respeita os alunos, respeita as famílias e respeita os contribuintes que a pagam.
O país pode fazer mais e melhor para vencer o desafio da educação.
Docente do Instituto Superior de Educação e Ciências
Fátima -12 de Outubro
Os dois irmãos, com apenas 7 e 9 anos, que com a prima Lúcia costumavam pastorear na Cova da Iria, foram pouco depois vítimas de pneumonia. Ambos ofereciam os seus sofrimentos pela conversão dos pecadores, pela paz no mundo e pelo Santo Papa.
Fátima
Sempre que lá vou irrito-me com as mesmas coisas (as mil banquinhas e lojinhas) mas impressiono-me sempre um bocadinho mais que na última visita.
Não participámos nas celebrações da noite, fomos à missa do meio dia e meia. Logo aqui chegou um grupo de ciclistas que todos os anos vem do Algarve a Fátima. A cara de alegria deles surpreendeu-me, não era uma alegria do género "finalmente chegámos e podemos descansar!", uma alegria verdadeira, nem o sei explicar.
O dia não estava muito risonho e choveu um bocado, mas isso não demoveu as pessoas e a sua fé; ver as pessoas a pagarem as suas promessas no chão molhado chamou-me a atenção pela sua humildade. Nunca é fácil uma pessoa percorrer um caminho de joelhos, numa atitude de agradecimento humilde, muito menos quando chove e as roupas ficam ensopadas. Mas era fantástico olhar para a cara destas pessoas, nenhuma delas parecia chateada com o facto de estar a chover, não que estivessem com um ar confortavel, mas à sua maneira também se mostravam felizes.
Não consegui de todo mostrar-vos o que queria, nem explicar o que senti mas aqui ficou uma tentativa.
De resto, as viagens correram bem, sempre com os Deolinda como pano de fundo e muita cantoria =b
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Que bom!
Eu sempre achei que os "momentos musicais" dos programas deles nõ tinham piada nenhuma... pois desta vez dou o braço a torcer, foram os dois melhores momentos do programa!
Pino e Lino, Lino e Pino
Rusticos pelo epicurismo
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Povinho
Movimento perpétuo associativo
Agora sim, damos a volta a isto!
Agora sim, há pernas para andar!
Agora sim, eu sinto o optimismo!
Vamos em frente, ninguém nos vai parar!
Agora não, que é hora do almoço...
Agora não, que é hora do jantar...
Agora não, que eu acho que não posso...
Amanhã vou trabalhar...
Agora sim, temos a força toda!
Agora sim, há fé neste querer!
Agora sim, só vejo gente boa!
Vamos em frente e havemos vencer!
Agora não, que me dói a barriga...
Agora não, dizem que vai chover...
Agora não, que joga o Benfica...
e eu tenho mais que fazer...
Agora sim, cantamos com vontade!
Agora sim, eu sinto a união!
Agora sim, já ouço a liberdade!
Vamos em frente, é esta a direcção!
Agora não, que falta um impresso...
Agora não, que o meu pai não quer...
Agora não, que há engarrafamentos...
Vão sem mim, que eu vou lá ter...
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Deolinda
E agora uma coisa diferente!
Divirtam-se e aproveitem o concerto da Deolinda (lol) dia 18 de Outubro na Aula Magna, bilhetes entre os 15 e os 20€.
Fon fon fon
Olhá banda filarmónica a tocar na minha rua
Vai na banda o meu amor a soprar a sua tuba
Ele já tocou trombone, clarinete e ferrinhos
Só lhe falta o meu nome suspirado aos meus ouvidos
Toda a gente Fon-fon-fon
Só desdizem o que eu digo
Que a tuba Fon-fon-fon
Tem tão pouco romantismo
Mas ele toca Fon-fon-fon e o meu coração rendido
Só responde Fon-fon-fon com ternura e carinho
Os meus pais já me disseram:
"Oh filha, não sejas louca! Que as variações de Gaubert e Langaard é que são boas."
Mas a música erudita não faz grande efeito em mim
Do CCB gosto da vista, da Gulbenkien o jardim
Toda a gente Fon-fon-fon
Só desdizem o que eu digo
Que a tuba Fon-fon-fon tem tão pouco romantismo
Mas ele toca Fon-fon-fon e cá dentro soam sinos
No meu peito Fon-fon-fon
A tuba é que me dá ritmo
Gozam as minhas amigas com o meu gosto musical
Que a cena é electro, acústica e a moda experimental
E nem me falem do rock, dos samplers e discotecas
Não entendo hip-hop
O que é top é uma seca
Toda a gente Fon-fon-fon
Só desdizem o que eu digo
Que a tuba Fon-fon-fon
Tem tão pouco romantismo
Mas ele toca Fon-fon-fon e às vezes não me domino
Mando todos Fon-fon-fon
Que ele vai é ficar comigo
Mas ele só toca a tuba e quando a tuba não toca
Dizem que ele continua, que em vez de beijar ele sopra
Toda a gente Fon-fon-fon
Só desdizem o que eu digo
Que a tuba Fon-fon-fon
Tem tão pouco romantismo
Mas ele toca Fon-fon-fon e a fanfarra que eu sigo
Se o amor é Fon-fon-fon que se lixe o romantismo!
Fado Toninho
Dizem que é mau, que faz e acontece
arma confusão e o diabo a sete
agarrem-me que eu vou-me a ele
nem sei o que lhe faço
desgrenho os cabelos
esborrato os lábios
se não me seguram
dou-lhe forte e feio
beijinhos na boca
arrepios no peito
e pagas as favas
eu digo: - enfim,
ó meu rapazinho
és fraco para mim!
De peito feito ele ginga o passo
arregaça as mangas e escarra pró lado
anda lá, ó meu cobardolas
vem cá mano a mano
eu faço e aconteço
eu posso, eu mando
se não me seguram
dou-lhe forte e feio
beijinhos na boca
arrepios no peito
e pagas as favas
eu digo: enfim,
ó meu rapazinho
sou tão má para ti!
Ó meu rapazinho, ai
eu digo assim:
"- Se não me seguram
dou cabo de ti!"